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terça-feira, 3 de abril de 2018

Estado moribundo

De todas as bandeiras que levantei
Desde o Bósforo até Viena
Dos florentinos e venezianos que abracei
Daqueles estandartes que ajudei a levantar
Do braço cansado, do soldado caído
Eu, aquele que pensava ser o Leão, Águia e Touro
Me vejo agora cercado
Me vejo agora simples porco-espinho
Uso-me de minha polícia, de meus megafones e tambores
Observo as raposas, elas ali, me olhando nos olhos
Mas, de nada faço que não permaneço,
Apenas estável
Apenas Estado
Estado que existe, mas que bandeiras poderá levantar?
Aonde a Vontade não passa de ser
Sua mera bula de remédio, seu mero espelho de tela
Matei muito, fiz-te matar
Hoje estou aqui, amortecido
No vinho de outrora resiste o livro de história
Que a criança lê, o jovem finge que ignora
O Estandarte ainda ali, caído na mesa
E a espada desembainhada lá fora

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Isaiah Berlin 1

"Injustiça, a pobreza, a escravidão, a ignorância – estes podem ser curados por reforma ou revolução. Mas os homens não vivem só pelo combate dos males. Eles vivem por objetivos positivos, individuais e coletivos, uma grande variedade deles, raramente previsíveis, às vezes incompatíveis." – Isaiah Berlin

"O uso da palavra "liberdade" é um dos indicadores mais seguros do ideal supremo de vida de quem a emprega, do que deseja e do que evita (...) um dos indicadores mais preciosos da posição de um homem" - Isaiah Berlin ("As Idéias políticas na Era Romântica", 2009 p.266)
"Manipular os homens, para impulsioná-los a objetivos que vocês – os reformadores sociais – desejam, mas eles, eventualmente, não, é negar-lhes a sua essência humana, é tratá-los como objetos sem vontades próprias e, portanto, degradá-los."  Isaiah Berlin

"Mais vale a ruína, á submissão e mediocridade" - Isaiah Berlin