Bar Júbilo Prateado
Aquele lugar interessante, cheio de gente bonita, tentáculos e algumas pistolas nos coldres, incitando certo cuidado com cantadas ou olhares não bem aceitos por nossa sociedade moderna.
Ahhhh, como eu amava passar as noites ruivas depois das aulas de mecânica espacial lá!
Era lindo e ótimo, porém, sempre me intrigara alguém, algo que em minha juventude parecia me intrigar mais do que deveria - sina dos jovem, dar atenção as coisas como se elas fossem grandes montanhas, porém, não passando de pequenos montinhos de areia. Era aquele homem, sentado, ali, no fundo da sala de festas.
Casaca preta, bigode, parecia sempre triste, bebia a mesma coisa: gim tônica sem muito álcool e alguns pingos de limão. Sempre ali, por semanas.
Um dia, voltando de uma extenuante aula sobre o mal-funcionamento possível das turbinas em luas gigantescas em sistemas como os de Marvoley. Encontrei Kassidra, uma linda estudante loira. Eu queria ela, mas, ela estava acompanhada do professor Martin, um homem sóbrio, mas, poderoso nos círculos, alguns diziam até mesmo que ele tinha contatos com os Ribbornos, outros que era membro da infame Ordem Secreta dos Eletrônicos. Eu não sabia, apenas sabia que ele estava com a minha garota.
Tentei trocar uma ou duas palavras com ela, mas, não me deu muita bola, até fazê-la rir com qualquer piada sobre a chatice de se estar numa Academia de Estudos Galáticos. Ela riu e me retrucou:
-Se você fosse um dos que vivem no limbo das viagens, nos porões de piratas espaciais ou em planetas em guerra, não pensaria isto
Confesso, me envergonhei um pouco, apenas pensei na resposta de que isto ainda não mudaria o fato da minha opinião ou de como as aulas eram chatas pra nós, aspirantes a tripulação da grandes naves. Me calei, até levantar os olhos para o professor que vinha com as bebidas.
Depois de alguns papos bobos, já sem assunto, resolvi comentar do meu amigo misterioso. Ambos ficaram curiosos e eu apontei para o fim da sala. A face do professor Martin ficara em uma forma que jamais esqueci, tensa, petrificada... Ele não parecia humano, tinha um brilho metálico nos olhos. Comentou algo para Kassidra, algo que não ouvi ou não entendi, um tipo de dialeto.
Ambos saíram, ela ainda me deu um caloroso e surpreendente tchau, efusivo.
Bem, fiquei na bebida, sozinho de novo, apenas pensando nela...
Resolvi falar com o meu amigo, depois de semanas de olhares atravessados, pelo menos ele poderia ter uma boa conversa, uma boa companhia ou uma bela noite, quem sabe. Quando tentei olhá-lo, não estava mais em sua mesa, pela primeira vez, pena.
...
Uma semana se passou até que eu encontrasse de novo Kassidra, ela logo aceitou meu primeiro convite pra sair. Ficamos juntos desde então, pra minha grata surpresa, comecei o ano bem! Porém, o professor Martin saiu da Academia, na verdade, não o via fazia dias, não me lembro nem de tê-lo visto depois daquela noite no bar, bem, talvez tivesse brigado com Kassidra, dado que ele jamais falava dele. Bem, "o que já foi não é minha responsabilidade", já dizia o cantor de outro sistema sideral.
Depois que começamos a namorar, quase não íamos no bar, ela nunca se sentia bem após as aulas ou íamos fazer outras coisas que não vale mencionar, apenas sentir. Um dia, sem ela, fui lá tomar uma bebida e para minha surpresa, lá estava o meu amigo misterioso.
Ele levantou, foi até mim e sentou na banqueta ao meu lado, apertando os botões do pedido, a mesma gim.
-Sua informação foi correta, - disse ele
-Que bom, foi tudo bem?
-A questão foi resolvida, o pagamento foi realizado
-Ótimo, agora podemos tomar mais alguma coisa?
-Não
- ...Ah, desculpe... E a garota?
-Se separaram na porta do bar, ela não está lista, não se preocupe
-Ok... Mas, eu poderia sem incriminad...
-Você já pode ir
Percebi que o bigode do meu amigo torceu quando ele levantou levemente a voz. Pude ver os detalhes negros de seu terno ricamente cortado, tentei abaixar o olhar pra ver se havia algo dentro do seu casaco. Porém, não tive mais coragem.
Tomei meu drinque, quis pagar o dele, ao qual recusou.
Sai pela porta lateral, jamais voltei ao magnífico Bar Júbilo Prateado.
Mostrando postagens com marcador ose. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ose. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Bar Júbilo Prateado
Marcadores:
bar júbilo prateado,
ordem dos assassinos de karavna,
ose
domingo, 15 de setembro de 2013
Organização Secreta dos Eletrônicos – OSE
A OSE foi desenvolvida a
partir dos partidários contrários a expulsão dos Barfos do Continente de Waum,
medida criada pelo ainda partido da Ultraviolência. Como eram pouquíssimos que
se opunham a tais medidas, Ortoniel, um serafim que vivia naquelas terras,
resolveu apoiá-los e perguntou o que eles gostariam de ter para poderem
derrotar e implementar um golpe de estado contra o Partido da Ultraviolência,
que cada vez mais tinha votos maiores na Confederação das Tribos de Waum.
Formou-se então o
Instituto Elétrico, nomeado assim pois seus partidários eram a favor de energia
hidroelétrica ou heólica e não de fontes das ricas minas de rochas radiotivas,
as quais as companhias de Sar, chamado de “Kanti” (que viria a ser tutor do
Kanti Ibizio, escritor do Livro Uno, elemento principal da doutrina da
Ultraviolência), faziam posição de exploração máxima.
Ortoniel, o Serafim
Branco, decidiu que eles seriam mortos ali e resolveu, em sua vontade de
observar a criação das mentes inteligentes, levá-los para um Planeta que não
havia ainda sido contactado pelos Nyxk, porém, que fazia parte do Pensamento.
Levou-os lá e deu a eles uma mala de tecnologia avançada e chaves sônicas, para
que eles entrassem em contato com os Raquitas, seres reptilianos que tinham uma
tecnologia biológica a partir de plantas e frutas.
Entretanto, o primeiro
Grão-Mestre do Instituto, Filito, observou que nada podia fazer com diplomacia
com os Raquitas e que suas tribos, com medo e temor por aquilo tudo, fugiam e se armavam com enormes armadas feitas de
samambaias e tanques de frutas de caldo ácido. Empregou em convencer todos os
membros que estavam com ele para empregarem a fusão das plantas-olhos-quartzo
(que eram como gigantes lupas estrelares) junto com toda a mala de tecnologia
Nyxk para que, em fusão, criassem a Arma Suprema do Instituto. Os sessenta
membros assim acordaram e criaram aquilo que veio a ser chamado de Caçador
Cobaias, enganando os Raquitas que observaram as estrelas para o outro lado e
viram as extensões da Galáxia, mas, não os Nyxk, que estavam do outro lado, não
sabiam a forma destes e Filito disse ser um, disse ser um Deus e com a caixa
ele provou isto, criando máquinas de metal e pedra.
Com o Caçador Cobaias
criado, os Raquitas que deram as plantas-olhos-quartzo foram aprisionados em um
vale e a maioria teve suas pernas cortadas. Quanto aqueles que eram contra o
Instituto, foram aniquilados, tribo por tribo, povo por povo. A gigante máquina
em forma de dirigível, com olhos e pontas saindo de sua esfericidade de quatro
braços principais e tentáculos auxiliares, era comandada por quinze membros e destruía em minutos centenas de Raquitas. Porém, o Caçador Cobaia não só
destruía, também criava, pois Filito falava de suas ideias para Ortoniel, que
vivia pálido e vigilante, sobre a maior montanha do planeta Raquita. O líder
contava e o serafim, que não era adepto da moral da Descência, aceitou tudo: os
cortes começaram, e não eram mais mortais... Os raquitas, em sua
antropomorfismo reptóide eram cortados e separados dos membros, armaduras de
plantas sendo substituídas por carne metálica e puro aço, engrenagem colocadas
em todo e qualquer lugar e o sexo daquela raça, que era apenas um,
multiplicado, dividido, leis morais colocadas por choques, novas formas e
deformidades espalhadas em aldeias para serem queimados vivos em fogueiras,
dentro do temor do povo pelo novo...
Os raquitas, então, foram
sumindo, foram sumindo cada vez mais das grandes florestas, dos Grandes Salões
do Sol Vermelho. Logo, Raquita inteira foi queimando pelas mãos do Caçador
Cobaia e das guerras para aniquilar aquela criatura. Então, e só então, o velho
Filito instituiu o nome de Ordem Eletrônica e deu a si mesmo a Diretoria.
Os quatorze que estavam
com ele já estavam também todos velhos e entraram novos, um novo time para
controlar Cobaia. Então, foi tomado em conhecimento de Filito que na colônia da
Ordem ele era chamado de “o Monstro” e ele tomou isto como elogio. Porém, doze
dos que estavam ali não aceitavam suas questões e decisões de mutar tantos
raquitas para escravidão e criação de bestas mecânicas. Um único que o apoiava
era Greto Fano, um nascido em raquita e seu amigo.
Acontece que, temendo
alguma revolta, Filito começou a orquestrar suas obras-primas: Engederões, um tipo de ciborgue com
mínimas partes raquitas. Sua estrutura seria além do combate, eles seriam
soldados invencíveis por terem as chamadas Jóias do Esquecimento, uma rocha
psiquenita mesclada com um cálculo de programação que gerava o esquecimento
daqueles que vissem o portador do dispositivo. Assim, eles não podiam ser
percebidos, assim, eles nunca seriam vistos por suas vítimas. Porém, o velho
Filito não podia resolver a equação que dava o cálculo correto da programação,
seu desespero era completo.
Só que um jovem, o jovem
da Ordem que era amigo de Greto, havia aprendido com raquitas escravos como
estes faziam suas operações lógicas e, combinando com a necessária para gerar a Joia descobriu que ambas eram as mesmas... E descobriu tratar-se da mesma tecnologia,
ao qual Filito, há muito tempo, escondera. Contou para seu amigo Greto antes de
fugir para a colônia da Ordem, pois não aceitou que suas ideias criassem
criaturas tão destruidoras quanto os Engederões. O jovem Fano, em caso de
inocência final, contou para seu mestre, temendo que seu amigo tivesse sido
convencido pelos outros doze.
Filito então ordenou que
não o Caçador Cobaia fosse às colônias, mas que os Engederões o fossem, eram
desseseis contra mais de duzentos, que tentaram proteger o menino. Horas depois
de tudo feito, a colônia caiu em chamas, todos mortos, o amigo de Greto se
matou, antes dos seres pegarem-no.
Os doze então entraram em
revolta e pararam o Caçador Cobaia. Filito, desesperado, saiu de sua máquina e
encontrou Greto, com a cara inchada de lágrimas. Ele prometeu ao seu mestre que
daria a resolução da equação se ele lhe desse o seu cargo, o velho aceitou e
assim foi feito: os Engederões invadiram o grande Caçador e prenderam os doze.
Em horas, codificou as
jóias com a ajuda de Greto. No fim do dia, ele lhe deu seu brasão de Diretor da
Ordem. À meia-noite, com as Jóias colocadas, disse Greto:
-Sobre a Ordem dos
Eletrônicos, eu ordeno a mudança desta para os Campos Secretos, por seus crimes
contra os Raquitas... Liberto todos os escravos presos pelos transistores e
chips e, pela ordem instituída apenas pelo Diretor da Ordem...
E nisto, Filito já gritava
com ele e acertara em sua cabeça uma chave de fenda... Antes de matar Greto,
sua mão foi esmagada por um dos Engederões, que em uma última vida, fora
Quiita, apenas um raquita que perdeu tudo e que agora tinha uma enorme
engrenagem no lugar da testa.
Filito foi preso há uma
rocha e Caçador Cobaia foi usado nele, abrindo-o e jogando na mistura de
entranhas compostos que fizeram ele solidificar em uma estátua medonha.
Greto Fano adquiriu o nome
de “Antropo”, o humanitário, traduzindo porcamente, espalhou os quinze membros
pela galáxia e formou vários raquitas membros da agora Ordem Secreta dos
Eletrônicos. Sua missão era preservar a vida ou pesquisá-la no fundo da
capacidade de criação, porém, evitando criar criaturas como os Engedrões,
sempre privando pela escolha ou não... Pela total mecânica ou caos.
Sobre Greto, esconderam-se
os Engedrões, sobre os lugares abandonados de um planeta chamado Rnu, sobre
eles, lá foram guardados talvez um dos exércitos mais mortais. Ortoniel, o
Serafim Branco, porém, espiava tudo, da mais alta montanha de Raquita e, de lá,
de lá engendrou algo com engrenagens monstruosas as quais aqui não irei contar.
Marcadores:
colônias nyxk,
nyxk,
organização secreta dos eletrônicos,
ose,
tapião,
waum
Assinar:
Postagens (Atom)