E então, o Esquimó Rocker disse para o Cão Que Ladra e Morde (vulgo CQLM): "-Bicho, que há com a luz?"; e foi respondido:
-Não sei, e isto é apenas o que sei.
E com estas sábias palavras, fora criado o primeiro versículo da Bíblia do Absurdo. Escrita em coletânea pela primeira vez por um "habitante das terras altas" (highlander) na Escócia do Sul -lugar próximo a Madagascar-, e impressa pelo lutier Gutemberg, nos anos de 12 e bolinha da era pós moderna. E tenho dito.
Temos o segundo trecho a historinha:
Eis que um disco voador cruzou o céu e eu, você e minha amante, vide sua irmã, falamos:
-Cave Canem!!!
O segundo versículo fora escrito, em terras muito "verdes e enfumaçadas", por um robô.
"Cuidado com o cão" ele significa. E no disco haviam muitos ets na forma de lindos filhotes com rabos em forma de pena. Lá onde desceram se deu a Guerra das 4:23 da Madruga, a mais sangrenta desde a Guerra do Arroz com Quibe (eu mesmo esmaguei com minhas botas muitas cabeças e adotei muitos filhotinhos que achei bonitinhos demais para matar).
Na batalha, surgiu um herói, mas tal ser era tão nefasto e presunçoso, que o destrinchamos e deixamos num deserto de sal a duas quadras da Casa da Vovó. Porém, este menino não morreu, ele virou o terrível Gorfo, ser que come grávidas e mata a porrada estupradores que ainda não esculachamos no cacete.
Disse um sobre ele:
-Quando se é um zumbi que não dorme, nada mais chato que levantar cedo!
Este é o terceiro versículo. Um pinguim me contou, em seu leito e morte, esta frase que ouviu a própria boca do highlander da Escócia do Sul que mencionei agora a pouco, este a proferiu quando sua cabeça, retirada do corpo a golpes de facão durante a Guerra do Loko, ainda guardava algum ar.
E eu, a voz que escreve este texto principal, digo que fui, que sou e que, talvez -por que não?-, serei o general de pilotagem de pirotécnicos durante as três guerras citadas nesse texto. Sempre fui do lado vencedor, pois na hora H eu mudava para quem vencia.
-Se queimar o rabo, filho, é porque ficou de costas ao forno!
O quarto versículo, proferiu meu pai -na verdade meu padrinho de batizado- antes de sair montado num Thotho ( um bicho esquisito meio urso polar meio rinoceronte), durante a primeira guerra que presenciei na vida e onde, após a morte de meu ente, fiquei feliz por me tornar tenente de pilotagem de pirotécnicos (pegamos um cargo acima depois que ele morreu). A primeira guerra foi a dos Loko e eu não lembro porque aconteceu.
-Se comer pera com leite não durma, se dormir, não dirija; nem um avião, viu?!
Esta enigmática frase considerada o quinto versículo é aquela do meu general, ao qual matei com um machado, durante a segunda guerra - a do Arroz com Quibe. A razão de matá-lo foi os acessos de raiva e a distância dum hospital, também com esta morte eu subi, mas agora para o cargo de general de pilotagem de pirotécnicos.
Sobre a razão da guerra eu não quero falar por motivos óbvios de força maior...
Não sei, e isto é apenas o que sei
Cave Canem
Quando se é um zumbi que não dorme, nada mais chato que levantar cedo
Se queimar o rabo, é porque ficou de costas para o forno
Se comer pera com leite não durma, se dormir, não dirija; nem um avião
MUSIQUETA DA POSTAGEM
o_0
">
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Bíblia do Absurdo #1
terça-feira, 10 de agosto de 2010
PôÉTia: Meu Partido
Verde, vermelho, azul
Preto com a primeira letra em círculo
Foice e martelo agrico-industrial
Capital de giro, girando Desenvolvimento
Meio Ambiente na paz verde à amarrar-se no navio
E os passos do mendigo são poucos
E eu,
Você e TODO o mundo
Pisando nas mãos dos pedintes
Pedir revolução
Passou
Ela alguma vez se fez
?
Não vi nada
Só vi gente sem pão e mortadela
Mas, que ganha dentadura
Ou minha rua asfaltada...
Isto é direito, mas
Eu tenho o Dever de,
Sendo Boom Cidadão,
Retribuir
E a lobos dar minha mão,
Assim como a lenda Fenrir,
Comê-la
Mas, a vida é assim
Eu não ligo mais
Você não liga mais
Nós não ligamos
Pro cadáver do nosso filho na fila
Ou com bala ou fome
Não há revolução
Não há esperança no amanhã
Porém,
Sei do hoje; é
Hoje
Há Hoje...
Preto com a primeira letra em círculo
Foice e martelo agrico-industrial
Capital de giro, girando Desenvolvimento
Meio Ambiente na paz verde à amarrar-se no navio
E os passos do mendigo são poucos
E eu,
Você e TODO o mundo
Pisando nas mãos dos pedintes
Pedir revolução
Passou
Ela alguma vez se fez
?
Não vi nada
Só vi gente sem pão e mortadela
Mas, que ganha dentadura
Ou minha rua asfaltada...
Isto é direito, mas
Eu tenho o Dever de,
Sendo Boom Cidadão,
Retribuir
E a lobos dar minha mão,
Assim como a lenda Fenrir,
Comê-la
Mas, a vida é assim
Eu não ligo mais
Você não liga mais
Nós não ligamos
Pro cadáver do nosso filho na fila
Ou com bala ou fome
Não há revolução
Não há esperança no amanhã
Porém,
Sei do hoje; é
Hoje
Há Hoje...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Sufrágio de ideários: João Catalun, Edgar dos pés de feijão I
Estava no quarto branco quando me veio o pensamento, de repente: "-Poderia ir visitar a cidade Rubra! Isto me parece uma grande ideia!!". Sai, passei pelos guardas como o vento, fui na minha forma espiritual.
Vinte minutos depois já cheguei, um caminho de doze quilômetros.
Ela estava viva, como a virgem que conheci, mexiam as pessoas nela como formigas em um formigueiro de mel. A menina, a cidade, que se chama Rubra, estava se transformando -virando mulher ruiva e potente; os portos carregavam os grandes vapores de cargas das colônias e as putas no cais aos braços dos marinheiros caíam, os índices normais de um crescimento urbano.
Andava por uma rua, quando encontrei um galante garoto, de fraque e cartola, pensei: "-Vou passar esse babaca pra trás e, com seu dinheiro, fugir da minha prisão. Me apresentei e disse que era um gran-milore (médico e feiticeiro), falei que conhecia o seu passado e fora enviado por um Grande Guru Panda da Montanha para aconselhá-lo. Ele, com fé sem razão, aceitou e fomos tomar um café.
Me contou seus medos, ridículos, pois só os meus valem.
Ele se chamava Edgar e disse que na vida tinha tido sorte. Andava por uma via, deserta e da região metropolitana, eis que então encontrou um senhor de terno vermelho e rosto oriental. O rapaz, como pessoa do campo, resolveu dar a conversar com o estranho. Esse homem dizia ter a solução para todos os problemas do mundo, que nem o Detentor do Anel Vermelho dos Desejos nem o Guru Panda da Montanha poderiam imaginar. "-Se nem os deuses poderiam ter esta capacidade, -imaginou o garoto- então isto deve ser bom!"; perguntou ao homem o que era:
-Um feijão vermelho! -Respondeu o homem. Ele logo caiu da pedra que estava sentado, o garoto deu-lhe um tapa no rosto com toda a força.
-Acha que eu sou um imbecil!! Não sou trouxa véio, posso ser pobre, mas trouxa não!!
O velho, humilhado, levantou e continuou seu caminho, disse baixo: "-Isto sempre acontece!"
Edgar olhou para ver se nada esquecera, já tava puto e ia continuar também seu caminho. Olhou para sua bolsa e viu que algo estava caído, era um feijão.
Olhou, jogou no chão... Continuou um pouco, parou... Pensou, por um segundo acreditou.
Nada aconteceu.
Seguiu no seu caminho até que ouviu um barulho de um barco ou trem, sei lá, que o fez virar-se para trás, talvez houvesse algo lá!
Não havia.
Edgar seguiu pela estrada de paralelepípedos amarelos, depois de um tempo encontrou uma carroça. Pensou em pedir carona, pois já estava cansado. Contornou-a e deu de cara com um carroceiro enorme, um "gigante" de barba negra.
-Pode me dar uma caro... - O homem parou seu carro antes dele continuar e disse: -Não!; -Mas, senhor... -tentou continuar o rapaz...
-Não!! - Gritou o homem. O rapaz se conformou, porém antes olhou dentro do carro e viu um ganso, estranhamente quieto, havia apenas isto.
-Miserável, ladrão!! - O gigante desceu o braço na sua cuca e, enquanto o garoto estava caído, pegou uma pedra da rua. Edgar desesperado viu um machado pendurado na borda da carroça, ele correu. O homem tacou-lhe a pedra que acertou suas costas, o rapaz caiu mais uma vez, mas agora ele já alcançara a lâmina.
-Ahhhhhhhhh -Berrou o gigante, enquanto Edgar corria ferido pelo mato, com o ganso nos braços, o bicho era empalhado! Porém, podia valer algo. O homem da carroça desmaiara, sem as pernas qualquer um desmaiaria!
O garoto se escondeu na cidade, a guarda poderia ir em sua casa. Pagou com seus últimos trocados uma pensão perto do parque industrial, chovia e ele olhava para o bendito ganso empalhado.
O bicho parecia falar com ele... Ou era o próprio Edgar se achando um imbecil pelo que tinha feito, num acesso na noite de insônia ele jogou o bicho na parede, o que deve ter assustado as trabalhadoras do cafetão no outro quarto.
De manhã, depois de um sono forçado a bebida, Edgar olhou o bicho ali caído no chão; andava de um lado para o outro até que pegou o dinheiro para pagar mais uma diária à dona da pensão, caiu algo do seu bolso, ele olhou e era um feijão vermelho.
Ficou trêmulo e olhou para todos os lados até olhar para o ganso. Suas penas caíram e ele viu algo brilhar, era ouro.
Edgar saiu pelas ruas com fumaça e chuva. Corria com o "animal" na mão, ia ao Banco fazer trocas comerciais.
MUSIQUETA DA POSTAGEM
">
Vinte minutos depois já cheguei, um caminho de doze quilômetros.
Ela estava viva, como a virgem que conheci, mexiam as pessoas nela como formigas em um formigueiro de mel. A menina, a cidade, que se chama Rubra, estava se transformando -virando mulher ruiva e potente; os portos carregavam os grandes vapores de cargas das colônias e as putas no cais aos braços dos marinheiros caíam, os índices normais de um crescimento urbano.
Andava por uma rua, quando encontrei um galante garoto, de fraque e cartola, pensei: "-Vou passar esse babaca pra trás e, com seu dinheiro, fugir da minha prisão. Me apresentei e disse que era um gran-milore (médico e feiticeiro), falei que conhecia o seu passado e fora enviado por um Grande Guru Panda da Montanha para aconselhá-lo. Ele, com fé sem razão, aceitou e fomos tomar um café.
Me contou seus medos, ridículos, pois só os meus valem.
Ele se chamava Edgar e disse que na vida tinha tido sorte. Andava por uma via, deserta e da região metropolitana, eis que então encontrou um senhor de terno vermelho e rosto oriental. O rapaz, como pessoa do campo, resolveu dar a conversar com o estranho. Esse homem dizia ter a solução para todos os problemas do mundo, que nem o Detentor do Anel Vermelho dos Desejos nem o Guru Panda da Montanha poderiam imaginar. "-Se nem os deuses poderiam ter esta capacidade, -imaginou o garoto- então isto deve ser bom!"; perguntou ao homem o que era:
-Um feijão vermelho! -Respondeu o homem. Ele logo caiu da pedra que estava sentado, o garoto deu-lhe um tapa no rosto com toda a força.
-Acha que eu sou um imbecil!! Não sou trouxa véio, posso ser pobre, mas trouxa não!!
O velho, humilhado, levantou e continuou seu caminho, disse baixo: "-Isto sempre acontece!"
Edgar olhou para ver se nada esquecera, já tava puto e ia continuar também seu caminho. Olhou para sua bolsa e viu que algo estava caído, era um feijão.
Olhou, jogou no chão... Continuou um pouco, parou... Pensou, por um segundo acreditou.
Nada aconteceu.
Seguiu no seu caminho até que ouviu um barulho de um barco ou trem, sei lá, que o fez virar-se para trás, talvez houvesse algo lá!
Não havia.
Edgar seguiu pela estrada de paralelepípedos amarelos, depois de um tempo encontrou uma carroça. Pensou em pedir carona, pois já estava cansado. Contornou-a e deu de cara com um carroceiro enorme, um "gigante" de barba negra.
-Pode me dar uma caro... - O homem parou seu carro antes dele continuar e disse: -Não!; -Mas, senhor... -tentou continuar o rapaz...
-Não!! - Gritou o homem. O rapaz se conformou, porém antes olhou dentro do carro e viu um ganso, estranhamente quieto, havia apenas isto.
-Miserável, ladrão!! - O gigante desceu o braço na sua cuca e, enquanto o garoto estava caído, pegou uma pedra da rua. Edgar desesperado viu um machado pendurado na borda da carroça, ele correu. O homem tacou-lhe a pedra que acertou suas costas, o rapaz caiu mais uma vez, mas agora ele já alcançara a lâmina.
-Ahhhhhhhhh -Berrou o gigante, enquanto Edgar corria ferido pelo mato, com o ganso nos braços, o bicho era empalhado! Porém, podia valer algo. O homem da carroça desmaiara, sem as pernas qualquer um desmaiaria!
O garoto se escondeu na cidade, a guarda poderia ir em sua casa. Pagou com seus últimos trocados uma pensão perto do parque industrial, chovia e ele olhava para o bendito ganso empalhado.
O bicho parecia falar com ele... Ou era o próprio Edgar se achando um imbecil pelo que tinha feito, num acesso na noite de insônia ele jogou o bicho na parede, o que deve ter assustado as trabalhadoras do cafetão no outro quarto.
De manhã, depois de um sono forçado a bebida, Edgar olhou o bicho ali caído no chão; andava de um lado para o outro até que pegou o dinheiro para pagar mais uma diária à dona da pensão, caiu algo do seu bolso, ele olhou e era um feijão vermelho.
Ficou trêmulo e olhou para todos os lados até olhar para o ganso. Suas penas caíram e ele viu algo brilhar, era ouro.
Edgar saiu pelas ruas com fumaça e chuva. Corria com o "animal" na mão, ia ao Banco fazer trocas comerciais.
MUSIQUETA DA POSTAGEM
">
Marcadores:
Crônicas,
Edgar dos pés de feijão I,
João Catalun
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Música: Mr. Plow
Mr. Plow
Segue pela rua na escuridão
#Da noite mais escura
#Do floco mais pesado
#Do beijo mais apaixonado
No fuzil d'trator
Não vejo nada!
Só a fuça do meu inimigo!
#Da noite mais escura
#Do floco mais pesado
#Do beijo mais apaixonado
Já trai,
Sim
Já fui traído
Oh, sim
Mas, e daí?
Meu floquinho de neve!
Senta aqui...
Sem medo!
#Da noite mais escura
#Do floco mais pesado
#Do beijo mais apaixonado
Já enfrentei montanhas maiores, baby
Na calada da noite
Escapamos entre a chuva
Entre os flocos da neve
E o frio?
#E do frio, baby?
#Tens medo do frio? (2x)
Mas, não te preocupas
Nem culpas,
Por que tens um casaco d'pele
Que vai te cobrir
E muito mais!
#É, muito mais!! (3x)
#Na noite mais fria
#Do beijo molhado!! (2x)
Segue pela rua na escuridão
#Da noite mais escura
#Do floco mais pesado
#Do beijo mais apaixonado
No fuzil d'trator
Não vejo nada!
Só a fuça do meu inimigo!
#Da noite mais escura
#Do floco mais pesado
#Do beijo mais apaixonado
Já trai,
Sim
Já fui traído
Oh, sim
Mas, e daí?
Meu floquinho de neve!
Senta aqui...
Sem medo!
#Da noite mais escura
#Do floco mais pesado
#Do beijo mais apaixonado
Já enfrentei montanhas maiores, baby
Na calada da noite
Escapamos entre a chuva
Entre os flocos da neve
E o frio?
#E do frio, baby?
#Tens medo do frio? (2x)
Mas, não te preocupas
Nem culpas,
Por que tens um casaco d'pele
Que vai te cobrir
E muito mais!
#É, muito mais!! (3x)
#Na noite mais fria
#Do beijo molhado!! (2x)
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
PôÉTia, Trevian/Trevisan
Trevian/ Trevian...
Hoje eu não li Dalton Trevisan
Não vi o anão que come o traveco e
Lhe bate na fuça
Não vejo ele/a tomar no buraco proibido
Não vejo o falido emocionalmente viver
Com mulher que não ama
Nem os elefantes caídos nas beiras do rio
Não enxergo luz na vela
Dum tal Dario
... É preciso ler?
Ou ver em espelho?
Ou perguntar pra quem eu piso na mão
Quando me pede ajuda?
Olhar pra você?
Será que comer a comida com
Vidro santo anjo pra
Me rezarem Ave-maria?
Uma 51, Boa idea?
Então, viver vendo no rosto um rosto
Rosto que não representa um coisa ou outra
Só mais um Dario?
Ou viver no Trevian ou na Bonance, na Felicidade?
A Maria Madalena mereçe pedra e amor
Nós ainda mortais e sempre
Merecer isso...
Talvez eu precise de uma luz e vela...
Ou um feliz aniversário...
Acho que vou falar com Dalton,
O Vampiro
Hoje eu não li Dalton Trevisan
Não vi o anão que come o traveco e
Lhe bate na fuça
Não vejo ele/a tomar no buraco proibido
Não vejo o falido emocionalmente viver
Com mulher que não ama
Nem os elefantes caídos nas beiras do rio
Não enxergo luz na vela
Dum tal Dario
... É preciso ler?
Ou ver em espelho?
Ou perguntar pra quem eu piso na mão
Quando me pede ajuda?
Olhar pra você?
Será que comer a comida com
Vidro santo anjo pra
Me rezarem Ave-maria?
Uma 51, Boa idea?
Então, viver vendo no rosto um rosto
Rosto que não representa um coisa ou outra
Só mais um Dario?
Ou viver no Trevian ou na Bonance, na Felicidade?
A Maria Madalena mereçe pedra e amor
Nós ainda mortais e sempre
Merecer isso...
Talvez eu precise de uma luz e vela...
Ou um feliz aniversário...
Acho que vou falar com Dalton,
O Vampiro
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Projeto Audvisual
Esse aqui é o primeiro de uma série que combina a preguiça das férias com o assunto que todos amamos (ou pelo menos temos alguma curiosidade): Ets. Espero que gostem, se não gostarem, vocês são livres pra isto.
'
'
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Sufrágio de ideários: Bigode de taturana!
-Férias... Putz, logo já tão indo... Nem ficam pra tomar um café!
Risadas.
-Ah! Cala boca gordo! -Berra mulher bela, morena de olhos verdes, sua face não tão concervada, porém ainda chamo ela de bela.
Na festa do filho de dois anos todos estão na diversão, todos navegam no barco da alegria de Heitor. Gordo -ou como me disse, "fortinho"-, de bigode negro e roupas ajustadas ao seu estilo, mas que nada eram caras (inclusive a mulher as usava para limpar o chão, as vezes as estragadas, outras ainda "usáveis", mas pra ela ao gordo não serviam mais).
Esse menino em corpo de velhote era um "coração de ouro". Não batia em cachorro, nem pisava em formiga quando criança, nessa fase também apanhava.
A mulher era Aurélia, como dicionário de ofensas, não peria a chance de descontar o pai bebum, o colégio e o enganador Romão, as roupas das madames da novela das 10 horas... O homem que tinha dava tudo que queria... Mas, o vestido da madame não!
-Vou comprar pão e passar no trabalho pra resolver umas pendências, tudo bem? -Disse o gordo Heitor.
-Vai logo! Bigode de taturana! -Ela lavava a louça, ele beijou sua bochecha e sorriu (ela, escondido, também). Saiu, ela foi ligar para alguém depois que terminou e lavar o prato do almoço.
Chovia, a fonte no Centro da cidade, com sua cara de cavalo parecia chorar a morte de sua mãe égua.
Heitor chegava em casa, descolorida e descascada, o serviço de gari não dava pra tudo. Barulho nos fundos, um barbudo sai de casa- calça recém colocada e cheiro estranho... O filho dormia na casa da avó, no outro bairro...
Arma do pai... A casa dele era perto.
Entrou, Heitor olhou a mulher.
Ela beijou sua face, "-Oi, Bigode de taturana!", disse num misto e seriedade e graça que me conquistou. Áureos tempos que namoravámos, não é minha velha?...
Assim, em vez de gatilho estourado, naquela noite foi gerado o segundo filho: Clara, de lindos olhos castanhos.
Vocês esperavam pólvora... Mas, houve sim esta. Trinta anos depois.
-Daí você corria e falava prô Seu Firmino: Vai lavá o pé, italiano porcatião!
Risadas.
-A piazada era foda naqueles tempos, não é Heitor?!
-É... Como falava o velho italiano: "-Piazada do capeta!"
Mais risadas no azilo. A roda de velhos se divertiam ao ouvir a lembranças, que também eram deles, do gordo de bigodes brancos chamado Heitor.
-Adeus, pai! -Disse o filho, último a lhe falar; a mulher saira para fumar um pouco. Ele inclinou a cabeça na cama da Santa Casa... Seu filho, médico que correu de simpósio na Itália, moveu-se rápido com suas calças boca de sino:
-Os tempos já são outros...- Pensou o pai, Heitor vira a calça... Lembrou daquela calça! Daquele barbudo... Mas, viu olhos verdes da menina, hoje mulher bela e morena.
Alma, se sorri, a dele sorriu e foi.
Aurélia, no dia seguinte, assim como no resto da semana, passou de negro. Aurélia estava sem palavras, dela pelo menos... Tentou lembrar de alguma piada do marido.
Lembrou da arma na gaveta. O novo marido comprara para a proteção.
Dedo no gatilho e...
Pá!
No coração ela teve certeza, mesmo não tendo morrido e nem atirado:
-Eu amava aquele... Bigode de taturana!
"-Açogueiro lento foi matar o boi, mas passou antes na venda, depois no bar e um pouquinho na casa da mãe, pra broa comer... Quando no matadouro chegou, pele osso e um bilete do cachorro Maneco que na frente do açougue ficava dizendo: -'Se por ti esperaste, morreria de fome!""
Risadas, dela somente. Mas, elas tinham sabor de lágrimas, era uma piadinha de festa de filho do Heitor, o Bigode de taturana dela.
MUSIQUETA DA POSTAGEM
Relacionamentos... Ó, se sente e imagine.
'
Risadas.
-Ah! Cala boca gordo! -Berra mulher bela, morena de olhos verdes, sua face não tão concervada, porém ainda chamo ela de bela.
Na festa do filho de dois anos todos estão na diversão, todos navegam no barco da alegria de Heitor. Gordo -ou como me disse, "fortinho"-, de bigode negro e roupas ajustadas ao seu estilo, mas que nada eram caras (inclusive a mulher as usava para limpar o chão, as vezes as estragadas, outras ainda "usáveis", mas pra ela ao gordo não serviam mais).
Esse menino em corpo de velhote era um "coração de ouro". Não batia em cachorro, nem pisava em formiga quando criança, nessa fase também apanhava.
A mulher era Aurélia, como dicionário de ofensas, não peria a chance de descontar o pai bebum, o colégio e o enganador Romão, as roupas das madames da novela das 10 horas... O homem que tinha dava tudo que queria... Mas, o vestido da madame não!
-Vou comprar pão e passar no trabalho pra resolver umas pendências, tudo bem? -Disse o gordo Heitor.
-Vai logo! Bigode de taturana! -Ela lavava a louça, ele beijou sua bochecha e sorriu (ela, escondido, também). Saiu, ela foi ligar para alguém depois que terminou e lavar o prato do almoço.
Chovia, a fonte no Centro da cidade, com sua cara de cavalo parecia chorar a morte de sua mãe égua.
Heitor chegava em casa, descolorida e descascada, o serviço de gari não dava pra tudo. Barulho nos fundos, um barbudo sai de casa- calça recém colocada e cheiro estranho... O filho dormia na casa da avó, no outro bairro...
Arma do pai... A casa dele era perto.
Entrou, Heitor olhou a mulher.
Ela beijou sua face, "-Oi, Bigode de taturana!", disse num misto e seriedade e graça que me conquistou. Áureos tempos que namoravámos, não é minha velha?...
Assim, em vez de gatilho estourado, naquela noite foi gerado o segundo filho: Clara, de lindos olhos castanhos.
Vocês esperavam pólvora... Mas, houve sim esta. Trinta anos depois.
-Daí você corria e falava prô Seu Firmino: Vai lavá o pé, italiano porcatião!
Risadas.
-A piazada era foda naqueles tempos, não é Heitor?!
-É... Como falava o velho italiano: "-Piazada do capeta!"
Mais risadas no azilo. A roda de velhos se divertiam ao ouvir a lembranças, que também eram deles, do gordo de bigodes brancos chamado Heitor.
-Adeus, pai! -Disse o filho, último a lhe falar; a mulher saira para fumar um pouco. Ele inclinou a cabeça na cama da Santa Casa... Seu filho, médico que correu de simpósio na Itália, moveu-se rápido com suas calças boca de sino:
-Os tempos já são outros...- Pensou o pai, Heitor vira a calça... Lembrou daquela calça! Daquele barbudo... Mas, viu olhos verdes da menina, hoje mulher bela e morena.
Alma, se sorri, a dele sorriu e foi.
Aurélia, no dia seguinte, assim como no resto da semana, passou de negro. Aurélia estava sem palavras, dela pelo menos... Tentou lembrar de alguma piada do marido.
Lembrou da arma na gaveta. O novo marido comprara para a proteção.
Dedo no gatilho e...
Pá!
No coração ela teve certeza, mesmo não tendo morrido e nem atirado:
-Eu amava aquele... Bigode de taturana!
"-Açogueiro lento foi matar o boi, mas passou antes na venda, depois no bar e um pouquinho na casa da mãe, pra broa comer... Quando no matadouro chegou, pele osso e um bilete do cachorro Maneco que na frente do açougue ficava dizendo: -'Se por ti esperaste, morreria de fome!""
Risadas, dela somente. Mas, elas tinham sabor de lágrimas, era uma piadinha de festa de filho do Heitor, o Bigode de taturana dela.
MUSIQUETA DA POSTAGEM
Relacionamentos... Ó, se sente e imagine.
'
Marcadores:
Crônicas,
Sufrágio de ideários: Bigode de taturana
Assinar:
Postagens (Atom)