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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Adentro na Vila

Adentrei na vila, após descer do ônibus
Teu cheiro ainda estava no meu caso, jasmim com morango
silvestres como fogo, melancolia trazia o meu peito
Ouvi então os corais pelas casas,
Vi um grupo de jovens vileiros, conversando sobre suas batalhas
Eu já era um derrotado, segui pela rua noturna
Vi dois seresteiros, desafinando canções antigas
E a noite estava quente
Mas, a brisa trazia consigo a paz
Antes da tempestade que ficou meu coração
Quando você não estava mais nele
Apenas eu me vi ali
Comigo.
E de todas as cartas que, aquele poeta suburbano poderia
me mandar
A última foi a mais impaciente
A mais sem imaginação
Eu estava sozinho, mas quando olhei minha armadura
Numa rachadura, dela nascia uma tulipa azul
Que jamais havia visto na temporada
Dos poetas mortos, caçados da adolescência
pelos corações da Vida Adulta

Adentrei na vila naquela terça-feira, ferido pelas minhas escolhas
Governado pela derrota de teus olhos, o problema era:
Os olhos eram meus em um espelho
Jamais foram de ninguém


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Olhos de Concreto Acima da Cabeça

 Me fazem pensar enquanto corro para o
Fim da rua que não, nunca
Acaba de caber em meus olhos
Enquanto todos os pequenos filhos de Tanos -
- Os Humanos -
Caminham comigo na Empoeirada Nova Iorque
Buscando algo que lhes dê
Algo que lhes ame
Algo que lhes chame
Chama que não mais acende
Pois, o fogo não corre pelo concreto
Pode explodi-lo
Pode ser lava
Mas, não pode ser mais chama
E dentro de pequenos olhares dos Filhos de Tanos
Que com suas asas ascendem ao e no Céu
Vejo apenas um deserto
Nesta Nova Iorque
Que é minha cidade, provinciana
Que é metrópole
Em minha cabeça
da rotina cotidiana
E os filhos de Tanos permanecem a me olhar
Nos olham acima de nossa cabeça
E os cães latem de manhã
Latindo a presença de um Velho Sol da Manhã
Sol de Concreto Armado


sábado, 3 de novembro de 2012

Solte puxe segure

Então, ela descobri que estava na última névoa do dia
E caiu
Dentro da sua própria rocha da calçada, seu vômito diário surgiu
No sol
E davam o nome disto de respiração
Mas, ela não me olhou nos olhos e continuou
Com o mesmo ritmo, um meme
Meme da vida virada real
Mas, continuamos a respirar
Os dois, ao mesmo tempo, os dois na mesma respiração
Dura como pedra, dua como nada, nada havia na calçada
Só o vômito diário
Respiração
Vamos lá, solta, puxa, segura e
Solta, puxa, segura e solta
Solte sonhos
Puxe esperanças
Segure decepções
Solte mágoas
Puxe aquele primeiro beijo
Segure alguma alegria
Solte, puxe, segure
E Mantenha
A Névoa de vento num dia
Que já nasceu ontem


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Vem

Venha pros braços
Que te aqueço com eles
Vem pra cama
Que te ganha amassos
Vem pro corpo
Não, não vem
Pois, já está nele
Pois, no porvir do amanhã
Explode o pulso do coração
Que vem
Está
Já dentro do teu.

domingo, 20 de maio de 2012

Poemas musicados d'alma 2


Adianta o
Dia ser
Tão
Findo,
Lindo,
Fofo? ,
Não há
Nada lá fora
Só o
Vento frio e
Perverso.

Respondo: Se tem, e daí?!

Poemas musicados em música d'alma


Vivendo com uma pena na cabeça e
Depois de um dia
Trabalhei
Tô morto,
Beber,
Beber,
Beber alma,
Reconstruir espírito.

Tempo pra que
É tudo pó no
Final,
Sua decisão:
Cheirar ou não.