Tacos
Fazendo barulho, vejo eles, naquele ambiente estéril
Naquela casa velha, vejo aquela velha senhora
E seus tacos
Madeira que range, olhos que rangem
Ossos que flexionam
Da velha, que observo atentamente
Na casa cheia de tacos
Ir no altarzinho
Pac, pac, pac
Fazem os passos
Acende uma velha, eu, na poltrona do lado observo
Abaixo a cabeça e lembro apenas dos tacos
Na cama ao meu lado, vazio
Olha a velha para ela, eu olho pra velha, na casa de tacos
Pac pac pac
Ela ora o que crê
Eu ando novamente, naqueles tacos
Desde a infância lembro-me deles, agora não durmo mais trancado
Naquela cama
Ando sobre os tacos, pac pac pac
E a velha apaga a vela
Meu filho, ela diz, descansa no outro mundo
Paro sobre os tacos, viro-me
E saio para o ambiente estéril
Pac pac pac
-----
Sua visão inflaciona meus pulmões de vil vida
Olho aos Céus clamando-te perdão que jamais tive
Clamo por mim mesmo nesta vida
Sua visão, vejo a ti
Busco penhasco próximo, me jogo.
----
Os passos do amante, cantando poemas de Oasis, Iron e Los Hermanos
Ele, judiado gemendo e chorando, observo
O pombo fazendo prupru
Jaz atropelado em concreto
A pomba voa com outro
Pruprupru
----
Sinceridade é hidratante, mas o oceano é também mortal e imprevisível. Não busque na verdade a sua vontade, geração melindrosa.
Mostrando postagens com marcador filho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filho. Mostrar todas as postagens
domingo, 21 de janeiro de 2018
Fragmentos de domingo 2
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Incalculada
A vida é incalculável,
Sobre os pés a sentinela de meus dias
Observa o Crepúsculo dos Ídolos,
que passo a passo guardo
Dentro da última noite estralada, daquele
Infinito enquanto momento
Último beijo estrelado
Ah, viver intangível!
No passo primeiro do filho,
Sobre os pés a sentinela de meus dias
Observa o Crepúsculo dos Ídolos,
que passo a passo guardo
Dentro da última noite estralada, daquele
Infinito enquanto momento
Último beijo estrelado
Ah, viver intangível!
No passo primeiro do filho,
Almoço da mãe amada
Afago do pet em cada chegada
Jamais finda a alegria,
Jamais tida, começada
a vida
Ah, dela só sai terminada
Entre as platinas dos corações amados,
Porém apenas amigos
Entre as tormentas dos trabalhos,
Incompensáveis pelo salário
Entre as façanhas da rotina,
com tédios implacáveis
Aonde está você, vida?
Encolhida? Mau-amada? Calada?
Me responda!
...
Jamais, sentinela de si mesmo
Obteve resposta.
Viver é busca sem escuta, nem escrita
O que se faz calado
Falando em pensamento
e, enfim vivendo
Cada infinito momento
Ao lado.
Da vida.
Da vida.
Marcadores:
amada,
Aniversário,
crepúsculo dos ídolos,
doors,
filho,
incalculável,
riders on the storm,
the doors,
vida
quinta-feira, 3 de março de 2016
O Revenã, o Filho e o Príncipe
Escuta o que te digo - me disse a grande estátua do Sábio Falecido - mata três que salvarás o mundo da destruição eterna!
Põe fim ao revenã, ao príncipe e ao filho, que o trio deixará de trazer a danação terrena
Pus minha casaca, entre na cápsula, viajei
Voltei ao tempo em que ainda na terra havia água caindo do céu como chuva e não em garrafa
Cheguei em campo insólito, solitário, mas, ainda verde
Eu nunca tinha visto aquela cor, era novidade para meus olhos
Chegou um baque, desmaiei
Acordo num salão, imponente Senhor de Coroa de Diademas, Manto Carmim e Visão do Passado Humano
-Não creio em nada que contas, ó homem de capote!
-Não posso dizer mais nada, não entendo o que você fala, a mim sua língua antiga é como pó
-Não admito tal ofensa, futuro ou não, podes fazer qual for a previsão, aqui não passarás!!!
Do meu sorriso veio o fim dele, as vestes vermelhas não mostraram o sangue azul
Usei uma arma acoplada em meus olhos, laser mortal de um tiro único
O Príncipe
No cavalo do Rei fugi pelos campos, uma pistola carregava e busquei por três anos morada
Apenas encontrei um Céu de estrelas
E também, uma namorada
Paladina de grande martelo dourado e orelhas de coelho, uma mutante dos Tempos Antigos
Eu a amei, jurava que estava grávida, porém, não era possível saber, coisa de gente de antes
Então, ele apareceu, ouvi falar nos campos vazios do rei agora sem rei:
Ser sem rosto, lenço amarado, poncho, saiu de uma cova e busca vingança
Sabia que o destino daquele desterro era o mesmo de minha missão, vaguei até lá, deixando a amada
Vazio cortante, pelas lápides caminhei, senti algo frio, aço mortal, fino como água
Disse-me: -Quem és tu para tentar impedir o Destino?
Dei o primeiro tiro, ele voou como espectro em forma de corvo
-Juras atirar em Teu Deus?
Dei o segundo tiro, ele virou poeira, brotou atrás de mim e falou em meu ouvido
-Eu vim do mesmo lugar que o teu, conforme com tua vida, que já não existe mais
Senti o frio novamente, minha barriga vazava sangue, uma mão pontuda tinha um olho no meio da palma
Meu fim, meu fim
A marreta caiu do céus, era a menina coelha, valquíria minha, cimentou a cabeça do ser em seu corpo
-Meu amor, aqui é coisa da Ordem Paladina!
Me silenciei, pela minha heroína
Mas, veio segunda saraivada, segunda tristeza: -Cadê minha arma?
Terceiro tiro, ela caiu
O Monstro sorriu, e com grito lancei a marreta dela
Ele sumiu, rindo no horizonte de cavalo alado
Horas se passaram, dias findaram, meses e anos e não morri
O corpo dela, deixei do meu lado
Insano, transtornado, imbecil na maior parte do tempo, ou seja, eu a havia amado
Criei bestial invento, sobras do meu Reino Esquecido no Tempo
Luzes e raios, profundezas e ventos
Logo que acordei, no outro dia vi meu intento:
A luz dos segundo sol lá estava ela, linda, olhos vermelhos me fitavam... Antes eram verdes...
-Desculpe, tinha razão, seríamos pais, mas, nosso filho não pude salvar!
Ela me olhou, linda e intensa, de trás dela saiu um pequeno fedelho
A luz do sol seus olhos eram vazios, todo a essência dele era vazia
Como era a minha época no futuro
O Filho
Corri para meu escritório, a pistola ainda estava lá
Senti o frio nos meus ossos
Mas, como? O que...
Então eu soube, descobri na hora
O Ravenã
Era eu
Mais três balas na pistola
Põe fim ao revenã, ao príncipe e ao filho, que o trio deixará de trazer a danação terrena
Pus minha casaca, entre na cápsula, viajei
Voltei ao tempo em que ainda na terra havia água caindo do céu como chuva e não em garrafa
Cheguei em campo insólito, solitário, mas, ainda verde
Eu nunca tinha visto aquela cor, era novidade para meus olhos
Chegou um baque, desmaiei
Acordo num salão, imponente Senhor de Coroa de Diademas, Manto Carmim e Visão do Passado Humano
-Não creio em nada que contas, ó homem de capote!
-Não posso dizer mais nada, não entendo o que você fala, a mim sua língua antiga é como pó
-Não admito tal ofensa, futuro ou não, podes fazer qual for a previsão, aqui não passarás!!!
Do meu sorriso veio o fim dele, as vestes vermelhas não mostraram o sangue azul
Usei uma arma acoplada em meus olhos, laser mortal de um tiro único
O Príncipe
No cavalo do Rei fugi pelos campos, uma pistola carregava e busquei por três anos morada
Apenas encontrei um Céu de estrelas
E também, uma namorada
Paladina de grande martelo dourado e orelhas de coelho, uma mutante dos Tempos Antigos
Eu a amei, jurava que estava grávida, porém, não era possível saber, coisa de gente de antes
Então, ele apareceu, ouvi falar nos campos vazios do rei agora sem rei:
Ser sem rosto, lenço amarado, poncho, saiu de uma cova e busca vingança
Sabia que o destino daquele desterro era o mesmo de minha missão, vaguei até lá, deixando a amada
Vazio cortante, pelas lápides caminhei, senti algo frio, aço mortal, fino como água
Disse-me: -Quem és tu para tentar impedir o Destino?
Dei o primeiro tiro, ele voou como espectro em forma de corvo
-Juras atirar em Teu Deus?
Dei o segundo tiro, ele virou poeira, brotou atrás de mim e falou em meu ouvido
-Eu vim do mesmo lugar que o teu, conforme com tua vida, que já não existe mais
Senti o frio novamente, minha barriga vazava sangue, uma mão pontuda tinha um olho no meio da palma
Meu fim, meu fim
A marreta caiu do céus, era a menina coelha, valquíria minha, cimentou a cabeça do ser em seu corpo
-Meu amor, aqui é coisa da Ordem Paladina!
Me silenciei, pela minha heroína
Mas, veio segunda saraivada, segunda tristeza: -Cadê minha arma?
Terceiro tiro, ela caiu
O Monstro sorriu, e com grito lancei a marreta dela
Ele sumiu, rindo no horizonte de cavalo alado
Horas se passaram, dias findaram, meses e anos e não morri
O corpo dela, deixei do meu lado
Insano, transtornado, imbecil na maior parte do tempo, ou seja, eu a havia amado
Criei bestial invento, sobras do meu Reino Esquecido no Tempo
Luzes e raios, profundezas e ventos
Logo que acordei, no outro dia vi meu intento:
A luz dos segundo sol lá estava ela, linda, olhos vermelhos me fitavam... Antes eram verdes...
-Desculpe, tinha razão, seríamos pais, mas, nosso filho não pude salvar!
Ela me olhou, linda e intensa, de trás dela saiu um pequeno fedelho
A luz do sol seus olhos eram vazios, todo a essência dele era vazia
Como era a minha época no futuro
O Filho
Corri para meu escritório, a pistola ainda estava lá
Senti o frio nos meus ossos
Mas, como? O que...
Então eu soube, descobri na hora
O Ravenã
Era eu
Mais três balas na pistola
Assinar:
Postagens (Atom)