Mostrando postagens com marcador triste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador triste. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Céu Vermelho

O céu está vermelho
Meu peito está preso
Em um lágrima perdida
Dentro do meu próprio oceano
De outras lágrimas
Caladas
Seguro, no último ponto do meu bote
Olhando para o Céu
Olhando para você, sol que cai de volta ao horizonte
Já não posso apenas deixar de ver
Sentir, ouvir
Nada nos sentidos, ocupa apenas um momento, mas, todos aqueles
Todo o tempo, todo o vento
Da brisa a tempestade
O peito preso do grito
Grito de liberdade
O Céu está vermelho, meu sangue corre por ele
E no mar noturno, escuro como o meu interior
Brota a luz
Brotará a minha força
E já não mais ficarei apenas dependente dos sentidos
Ainda há como navegar, e sempre será preciso
Navegue pelas nuvens
Navegue pelos corpos
Navegue pelas palavras de carinho
Fortaleça o mundo, derrote sua tristeza
Convivendo com ela
Naquele mar profundo, naquela minha mão que segura o bote
Naquele céu que está vermelho
Crepúsculo


domingo, 15 de abril de 2018

esfinge

O poema se perdeu na rua 
ele se perdeu enquanto olhava para a cara da esfinge
ela me gritava e me puxava pelos olhos, cada pálpebra
pequenos riscos de fogo
o som que saia da minha boa, já não mais voz
meu coração batia, não era sangue
líquido frio
estava frio e zonzo, estava ali
mas, não estava 
Pro inferno, podia dizer
mas, meu espírito já não aguentava
já não estava
e cada penhasco que é cada rua movimentada
via apenas o ônibus pra se lançar
os olhos da esfinge me equilibravam
entre tortuosos de tontura 
a lembrança de si 
a escravidão de si 
o poeta se perdeu em alguma rua 
entre versos ridículos, de métrica falida e aquele beijo engasgado 
ele estava lá, lhe dei a mão 
ele não me vira 
era fantasma que arranhava