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domingo, 15 de outubro de 2017

Guerreiros Galáticos

Eu nunca vejo esta luz
Que tanto falam, que eu tive uma vez

Uma Armadura de Soldado, dos Guerreiros Galáticos
Contém um segredo, seu ponto de vida ou não
É uma pequena lamparina
Pequena fagulha acesa
Eu nunca vi a minha
Apenas vi da Elfa Felícia, da Tenente Lupina
Do Sábio dos Mil Jogos, da Irmã Perdida
E mesmo lá, agora descansando, do Coruja Insone e do Seu João
Me dizem que eu a tinha
Pequena luzinha
No espelho eu só via oceano
Soturno, profundo
Apenas isto
Jamais mais

Apenas via, não verei mais.
A última Guerra Sideral desta última lágrima jamais
Tida, em qualquer que fosse a partida
Aqui não existe lâmpada, não existe luz
Nenhuma
Assim que este Guerreiro caça pelas Galáxias
Em sua alva armadura, nada existe além
Da Luz Negra de suas próprias falácias
Memórias daqueles que tombaram
Vilão por vilão, monstro por monstro
Império por Império, dentro ou fora de sua cabeça
E da total Fraqueza de Espírito

Voa o Serafim Vico, em direção ao fogo
Na batalha contra si, já perdida.


domingo, 21 de julho de 2013

A Arma com Moto Continum

Havia visto as pequenas pontes de açúcar e as pequenas laranjas que formam o universo. Viajando por entre as máximas ondas de luz e energia, não havia limites em que os braços daquela galáxia não se desbotassem em servir ou mesmo ouvir o Pensamento Nyxk.
Ouvir um Pensamento, pois, os Impérios passam, os reis e prefeitos morrem, porém, nada é tão forte quanto um pequeno pensamento, um leve sussurro. Tão leve, tão pequeno e simples para ser levado de boca em boca que, cada um que o escuta e o fala repetidamente, traz consigo e para si o fato de levá-lo para outros, família, Estado, Nação, Igreja, Classe, tudo, como um pequeno sussurro.
Nós, os Serafins, como somos chamados, ou Nyxk, como nós nos chamamos, decidimos nosso nome por causa de quatro seres que de nossa "raça" que foram importantes:
 O para Nibodor, o Pioneiro, damos a letra N. Ele derrotou todos na Guerra Civil do nosso planeta original, tornou-se um ditador até sua morte, mostrou as Ferramentas de União dos Estados, pela força. A Segunda letra, Y, é de Ydrian, a Mil-Sóis, uma fêmea que liberou o caos e conquista por mil sistemas solares, os seus "mil-sóis" também eram as primeiras armaduras de guerra, quando nossas naves passaram a conservar mais que destruir. Só que, precisávamos de tempo para governar este vasto Império, e quando Ydrian morre na guerra contra Alípio, o Monstro da Boca Infinita, o andrógeno Xobo, toma o título de o Gestor, derrotando o inimigo e ficando por dez mil anos no poder, quando se criam planetas inteiros destinados para criar uma Polícia para o Império. 
 N, Y e X, eram macho, fêmea e andrógeno, os três gêneros da raça Nyxk, os dois gametas e aquele que pari as crias. Para acabar com a última fronteira, a do gênero, surge Kaiel, o K. Ele era um General do Império que aposta seus recursos e tropas para desenvolver uma Armadura ao qual chamariam outros povos de uma palavra semelhante ao que nós chamamos no nosso mundo de "Serafins". Uma pele de guerra, uma pele de conservação e a pele daquele que usa a armadura. Kaiel se proclama Imperador e cria a Supremacia da Armadura Serafim, quando todos os do Império são colocados em uma.
 Kaiel dá a distinção daqueles que Invadem e os que vivem no Império, para os que voam por aí, dão o nome com fim "el", os outros têm nomes comuns. Mas, a Guerra não foi o mais importante dele, pois, Kaiel realiza a descoberta do Pensamento: "conserve apenas o diferente, não deixe nada igual, para manter o diferente, tenha apenas o Pensamento e não mais o Império"
 Os Generais, agora livres das ordens de um imperador, tomam ele em prisão. Agora, os Serafins dominam a tecnologia das Dimensões, possuindo ampla energia e transporte, podendo assim, não ter mais um governo central, mas, unido por algo mais forte: o Pensamento Nyxk.
 Kaiel, preso em um vácuo dimensional secreto, nunca mais é visto, os Generais, cada um toma parte de um lado, até que, 100 mil anos antes de agora em que lhes falo, há uma Guerra Civil: ela não para, há aqueles que tomam partes de si, não havendo comunicação e várias facções se dividem, entretanto, diferente de outros, o Pensamento não se desagrega, apenas, é dividido em vários olhares.
 É neste contexto que nasço, como um militar completo, pois, fui muito cedo levado com outros de meu planeta dentro da Galáxia Nyxk, fui levado para o Centro do Pensamento, o Sistema Original. Vi o Planeta Original, ou, um dos muitos que dizem ser ele: passados cem mil anos, é estranha aquela atmosfera, toda em gases de carbono, tudo é escuro e  morno, existem os Nuuog [buldogues com couraça de lava], que comem e são comidos por Folicós [cogumelos-árvores], e no céu voam dragonóides, os Syncós [lacraias dragões com asas], eles são os líderes daquele mundo, nós, os Nyxk, deixamos eles lá, habitando timidamente apenas uma colônia; estas criaturas são os mais temidos animais, pois, são do nosso planeta natal, vivem muito, como nós, porém, têm língua própria, Governo da Força, da Cadeia Alimentar, são misteriosas figuras de nosso passado, como crianças que brincam em escombros, também vivem daquilo que já fomos um dia, talvez aí, na Terra, haja a mesma sensação, mas, acho difícil, afinal, vocês são jovens demais. 
 Lá, na Origem, como outros que comigo vieram, encontrei um Mestre, Colobos, que me levou ao pantanoso continente de Fauno. Aonde ele luta contra gorilas brancos do Norte, lá, ele que é um enorme verme com cara de pombo me diz:
-Em nosso mundo, nós não temos tantas armas e armaduras como vocês, porém, vivemos em paz, pois, nós vemos o que há no Tempo, nós vemos a Realidade!
 E aquele povo, que chamei de Colobos, eles vêm cada possibilidade da realidade, como se fosse um enorme emaranhando de flocos de neve, só que, eles podem ver cada um dos perfeitos desenhos lá de dentro, emaranhados de possibilidades, ao qual nós só temos noção de uma ou outra, eles, vêm quantas. Eu, como aqueles outros, era um Ponto Fixo, ou seja, tenho em algum momento de minha vida uma enorme convergência, não sei qual é, não sei quando, apenas sei que tenho. "-Só não confunda Lógica e Matemática com Destino", me disse Colobos uma vez.
 Então, vivi mil anos em treinamento para ser guerreiro, me formei militar e ganhei uma armadura. Quando vi, estava dentro do enorme sistema que é um Pensamento Galático, me senti vazio, porém, a esperança de me encontrar naquele emaranhando de planetas e estações espaciais me dava algo. Aos dois mil anos, perdi a Esperança e converti ela em Rotina, forjei minha luta e decidi entrar para a Tropa de Conquista, que estava por agora a avançar para outra Galáxia.
 Fui impedido, com uma mensagem telepática no meu capacete.
 Colobos me disse sobre ser um Ponto Fixo e não confundir com Destino, porém, não sei até que ponto eu acreditei nisto, ou, as instituições de nosso Pensamento assim acreditaram: fui armado com um Canhão de Moto Continum, uma arma que mata Serafins, logo, me colocaram um Dispositivo de Destruição Psônica no capacete, que pode destruir planetas inteiros com vida organizada em nervos (pulso elétrico), me lançaram sobre uma atmosfera esverdeada, que eu jurava conhecer, meu corpo reconhecia aquilo, eu sabia aonde poderia estar.
 Então, veio o fogo, e eu fiz criaturas chorarem, só que, meu corpo simplesmente agia. Eu estava a serviço de manter a Diferença do Pensamento, pois, aqueles ali eram povos que conseguiram chegar próximos de tecnologias que seriam maravilhosas, porém, não para nós, os Nyxk.
 Quando, eu e mais quatro, terminamos, todo aquele planeta estava em ruínas, seus mares de água perderam metade do volume, chovia ácido, o metal das cidades estava incandescente, aqueles que estavam vivos, tinham perdido toda a informação sobre sua sociedade, ou eram novos e iriam morrer logo. Plantamos sementes de Capabus (rinocerontes carnívoros), que atacariam e formariam manadas destrutivas daquela terra, depois, colocaríamos algo em cima, alguns colonos.
 Estava andando por uma ruína, plantando sementes da destruição, quando peguei em uma pequenina placa de plástico, observei bem, li apenas: Dia Internacional da Terra de Ganz. G, A, N, Z, lidas em silêncio, lidas em sussurro, que fez meu corpo parar de agir sozinho:
 Olhei para as ruínas:
 -Eu... Nasci aqui...
 Havia, assim, acabado com a última parte do velho eu, afundei em mim mesmo, num mar que não era de água nem piche, mas, um misto dos dois.
 Quando matei a mim mesmo, me libertei das memórias do passado, porém, elas se juntaram em uma única agulha e, agora, depois de dois mil anos, elas voltam como se fossem um pequeno e mortal ponto no meu peito-respirador [serafins não têm coração, cada parte do seu corpo tem uma "bomba"].
 Todo o Pensamento, toda a questão de ser diferente é normal... Porém, e agora, quando eu acabei com a minha diferença? O que fazer?


domingo, 26 de maio de 2013

Sircadianos e o Seu Tempo


Em um pequenino planeta, que nem era tão pequenino assim, mas, comparado com o Pensamento Nyxk, o era, era habitado por um povo curioso, um povo antigo, aos quais os Serafins possuíam imenso respeito. Os Sircadianos tinham apenas um metro à um e meio de tamnho, parecendo felídeos, com uma pele pontuda azul. Disseram uma vez: - Fomos assim desde que vencemos a guerra contra os Balizarogs, que eram vermelhos e tinham escamas no lugar de pele-pelos...
Tinham um governo estranho, mas, muito semelhante ao pensamento Nyxk, porém, não podiam chamar aquilo de governo, nem com a ideia mais anarquista possível, havia um sentido individual pleno: - Olha, lembro-me que, quando eu era Outra Coisa, houve um Maestro [chamavam assim os seus antigos líderes, um misto de general com poderes de promotor e advogado, além de um nível de instrução alto], o Lorenjo, ele tinha dois metros e era diferente de nós, pois, era modificado, ele venceu a Última Guerra, vencendo o Dólmen dos Balizarogs e fundando o Novo Mundo, através de descobertas dele(s)...

Descobrimos depois que, na verdade, este Lorenjo era um líder mais antigo, que não viveu até a grande mudança dos Sircadianos, sendo mais uma Escola de Filosofia e Ciência do que qualquer coisa. Quanto aos mutantes, ao que parece, esta mutação desapareceu há muito tempo atrás, porém, nós, os Serafins, não podíamos medir quanto, nem quando, apenas, que ocorreu isto. Hora, mas, por que isto? Bem, pelo fato de que os Sircadianos a noção de tempo é completamente imbecil, sem sentido algum. Eles são completamente imortais.

Desde o tempo do que eles chamam de Grande Mudança, a maioria do povo daquela época passou por um tratamento em Reatores Bioatômicos que, alterando ligações específicas, causaram nos indivíduos a capacidade de Respirar como plantas, ou seja, via radiação. Só que a sua massa não se alterava, sendo liberada através uma energia – descobrimos que era simples Raio X – que, com isto, gerava uma troca ecológica com certas plantas vermelhas, os Zarogs. Talvez estas plantas tivessem algo haver com o povo com quem eles lutaram, mas, como saber? Além de imortais, eram invulneráveis com resistência Núcleos de Sol ou talvez Supernovas, além de regeneração, entretanto, eram inférteis. Bem, e com isto, o problema quanto a “História Sircadiana” é o de que para eles, imortais, não haveria como descobrir nada sobre eles mesmos, seu conceito de tempo – biológico e histórico – desapareceu completamente, só sobrando alguns processos curiosos: a cada milhar de anos ou quando saiam da órbita de seu sol amarelo avermelhado, possivelmente, mas, não é um padrão, os Sircadianos ficavam com uma espécie de resfriado, que era tratado com eles vivendo dentro dos cascos dos Zarogs por algum tempo, quanto? Não importava, para eles, não.

Afim de resolver isto, estudos secretos dos resíduos arqueológicos foram feitos, porém, nada encontrado, pensamos que eles foram, ou limpados, ou apagados pelo tempo, o que nos dariam alguns milhares de anos. Isto já era bom, porém, ainda havia muitos segredos sobre as vivências deles, já que, ao que parece, os Sircadianos haviam realizados viagens entre seu quase intrasponível Cinturão de Asteróides – que os manteram livres de invasões alienígenas as quais não pudessem combater -, porém, que poucos haviam feito por muito tempo... Mesmo eles não morrendo fora de seu sol, os efeitos do resfriado eram muito forte e incômodos... Veja só, algo incomoda os imortais!

Logo, resolvemos negociar, já que este povo permanecia em segredo total o seu passado, só que eles tinham um gosto enorme pela pesquisa. Sabiam de vários povos da Galáxia Azul-Verde e tinham muito saber para transmitir. Além disto, não ofereceram qualquer resistência quando foram abordados por nossas naves, ficando sempre gentis, só não gostando que tocássemos nos assuntos de sua própria história, que, no fim das contas, era sua própria memória.

Propomos que eles viessem até o Centro do Pensamento Nyxk, o Sistema Original, e visitassem o nosso Arquivo Pessoal de Conquistas. Aceitou-se que um deles fosse, Apiso, um ser Sircadiano de olhos verdes-roxos.

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Estranhos, sim, estranhos estes Nyxk, porém, há muito não sentia algo como eles... Há muito, bem, não sei... Quando passei pela Grande Mudança, talvez. Emoção, quando caia ou voava, talvez. Porém, não fui em lugar algum fora dos Asteróides, não interressa.

Não entedem os Nyxk, que quando são viajantes e guerreiros usam armaduras de robôs micros chamados, no conjunto, de Serafins, como eu falo, como nós falamos. É difícil se expressar com quem ainda tempo a Passagem das Coisas como um tipo de... De... Relógio! Isto, Relógio!

- Medidas das coisas, dos ondes, eu compreendo, sei que estou indo para o Centro de um Mundo Impressionante, compreendo o evento, sei de sua importância em minha memória, só que não me interessa quando acontecem as coisas, é irrelevante a Sequência. – Disse explicando para Aluviel, o Oficial que havia nos recebido em sua nave.

Conversamos por vários momentos, vários assuntos. Chegando á cores estranhas, vi o Cinturão de Asteróides e a Gigantesca Nuvem de Caizon, e senti o calor de várias estrelas. Estranho, quando vi o Sistema Original, senti uma certa solinidade nos meus enormes hospedeiros – eu tinha um terço de seu tamanho. Chegamos num enorme pleneta rosado, parecendo gasoso, fui avisado por Aluviel:

-Daqui eu não passo, não teria como...

-Por quê? – Perguntei.

-Minha mente é muito frágil para o que esta ali...

-O que é “Ali”?

-Rudedeon-3, um planeta inóspito construído por nós... É um Planeta Arquivo.

Me senti impresionado, logo, sendo teletransportado por um raio para uma base no planeta. Fiquei num tubo de metal, fiquei até ser resgatado por um enorme ser, talvez a criatura mais elegante que vi: -Olá, meu nome é Zapriomo, sou o Guarda de Rudedeon-3, o Planeta Arquivo de Conquistas de Nyxk

Era enorme, maior que Aluviel, porém, mais estranho, tinha uma pescoceira prateada com uma cápsula envidrada como um tipo de escafandro. Logo, percebi que havia algo estranho, o planeta era pesado, denso, parecia que minha cabeça ia explodir, mesmo tendo tomado minhas aspirinas mais fortes e mantendo minha meditação em dia. Perguntei ao Guarda o por quê daquilo, disse ele:

-Aqui, existe uma gigantesca atmosfera de gases, entretanto, não é só isto de pressão que ela faz... – Apertou um botão no braço

Os brilhos apareciam e várias coisas jorravam pelo ar. Então, assisti espantado, sentando-me em uma pedra de rocha metálica toda uma história incrível: várias lutas e batalhas no tempo do Primeiro Imperador, as conquistas do Segundo, o reino do Terceiro e a fundação do Pensamento Nyxk pelo Quarto. Sabendo do que se tratava tudo aquilo, disse para Zapriomo:

- Não me surpreende este uso, é Tecnologia Gasosa dos Rudedeons, como vocês chamam a raça com chifres, pele cascuda olhos vermelhos [parecidos com rinocerontes]. Mas, não sei o que esta fumaça toda por de me trazer...

Por um desafio como este, Zapriomo me mostrou várias coquistas e povos, indo até os confins da Galáxia Azul-Verde, chegando até as Batalhas nas Nuvens Termas, o quando os Nyxk enfrentam os poderosos Unterons-Aly, um povo de energia

-Ok, me surpreende o fato de não pensarem que conhecemos os Unterons, eles já foram chamados de deuses em muitos mundo, com seus corpos de energia e células dispersoras, repulsoras, com dimensões de micrôns até planetas... Sabemos de várias coisas deles, inclusive, sua origem, ignóbil...

-Então, sabem como destruí-los?

-Não, não como vocês... É incrível, mas, acabo de acessar como vocês venceram Anter, o Amarelo, que pesava cinco septilhões, vocês superaram qualquer coisa que vi... Descobriram até como Viajar no Tempo, mas, também o infudamento disto e o Sentido da Realidade... Estranho, não vivem para sempre...

-Você viveria, se pudesse?

-Isto não faz sentido para mim...

-Mas, você usou “para sempre”, então, você sabe que existe o “por um momento” também?

-Sei disto pois vivi mais do que tudo...

-Sabe, tenho 60 mil anos [anos terrestres]... Pela Regra de Mudança dos Sóis

-... – Um silêncio se instalou sobre mim, Apimo. Não era possível, não?

-Diga, diga logo o que quero, o que é o Tempo para vocês? Como tudo aconteceu?

-Você é impaciente para alguém tão antigo...

-Sabe que posso cortá-lo em pedaços, não? Entretanto, você não morreria, o que não teria sentido

- Vi que não corria perigo quando entrei na nave que me trouxe aqui, também vi a sua espada, suas inscrições em marfim, são da Cultura que vocês... Deixe-me ver, - acessei as informações da nuvem, que já tinha aprendido como funcionara com o próprio criador da tecnologia – do Povo Kiduuou, possuidores de armas bélicas numa Guerra Fria, desenvolveram uma cultura da luta por espadas, os melhores espadachins... Hm.. Interessante...

Neste momento, minha sensação de potência foi perdida quando, voltando-me para Zapriomo, vi ele com um olhar fixo que saia de sua face pálida, sorriu e percebi ter caído em um truque tão velho quanto meu povo. Fui atingido por um cordão de gás que, como supus, era um tipo de tecnologia desenvolvida pelos próprios Nyxk, fundindo com os Rudedeon, era incrível... Realmente, senti que toda as barreiras da minha sólida sanidade se perderam, logo, o escuro véu do meu passado chegou às minhas têmporas, sim, eu voltei a ter passado.

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Era cerca de sessenta mil anos atrás, talvez. Contamos o ciclo de vezes que fui para curar meu resfriado com uma cálculo complicado com nossos sol e lua. Todo o calendário fora abolido pelo Ato de Lorenjo nº 4: A Queda do Tempo dos Vivos.

Estava malhando para manter-me em forma, pois a Guerra com os Balizarogs era muito dura: eles eram milhões, bilhões, nós, alguns milhares. Haviam vencido com sua biogenética militar todos os nossos soldados, nós brigávamos em trinceiras encarniçadas, apenas Amulene era segura, uma cidade forte de quatro cantos, simétricos, fundados pelo meu pai, há cem anos do que nasci.

Lorenjo era o último dos grandes que militavam por nós no Tribunal Mundial, que agora discutia se era legal ou não nos matar a todos, e, com a Tecnologia dos Balizarogs, não havia como não fazê-lo: eles eram seres-árvore, com seis braços, tinham inteligência superior e nos dominaram por completo. Nós, o pior de tudo, havíamos criado eles como algumas experiências, criaturas simples que evoluíram enquanto buscávamos a imortalidade... Em trezentos ciclos, venceram tudo o que tinhámos e nós, antes dominadores de oito planetas, passamos a ser apenas meros seres frágeis, com nossos corpos cheios de pêlos e luvas de raios...

Entretanto, algo mudou, e me lembro do dia porque foi o mais importante da nossa História: Lorenjo descobriu como alterar-nos, um dos seus subordinados, um que ainda não estava envolvido na guerra, ele descobriu como... Através de algo que era para apenas ser um tipo de ressonância celular da mais avançada já feita, acabou por se mostrar um alterador específico, que, por uma sequência de tentativa e erro descoberta pelo próprio Lorenjo, mudava um certo gene que apenas nós, os Sircadianos originais, tínhamos... Ele causava uma reação em cadeia de um tipo de câncer funcional, que, combinado com certas enzimas, nos tornava Imortais... Sim, IMORTAIS!

Então, nós, em centenas, lutávamos por dias e noites, não parávamos, nem bebíamos, não respirávamos as vezes no campo de batalha: adentrávamos na frente das balas de goma-ácida dos Balizarogs, de seus socos que nos arremessavam longe, e, revidávamos, com choques em seus olhos – única parte vulnerável – ou os derrotando por cansaço, o que para nós era fácil. Em três meses de nossa investida, acabou a Guerra, em um ano do nosso planeta, capturamos todas as cidades deles, em cinco, já não tinham nenhuma arma possível de nos ferrir, pois, destruímos tudo, matando todos os governantes deles.

Lorenjo, eufórico, foi elevado para o título de Maestro da Harmonia de Sircadia. Enviamos nossas missões aos outros planetas, convidando aos que quisessem de nossa raça para que ficassem conosco, como líderes de um futuro universo Sircadiano... Eu, já como um Maior do Noroeste, dominava mais de duzentas cidades com minha mulher, Alima e meu fílho, Joimo, éramos felizes...

Só que, o Projeto se mostrou estranho... Em alguns anos, vimos que meu filho não mudava de forma, assim como eu e Alima não podíamos ter filhos... Logo, foi mostrado que éramos além de inférteis, com um processo no momento inrevessível de nossa forma. Lorenjo, que havia mandado vários de nós pelos nossos oito planetas, duramente conquistados, pois existia o Corredor de Pedras Mortais, asteróides que impossibilitavam nosso trânsito sem muita manobra, começou a apresentar-se estranho em nossos Congressos... Um dia, quando o único representante dos Balizarogs não veio para a reunião, o Maestro Negro disse:

-Vocês, irmão imortais, sabem o que há nas ruas? Percebem o que vem acontecendo com nossos camaradas Balizarogs? Vêem que as ruas e campos de lírios-morangos ficaram vazios? – Fazia muito tempo que ninguém lembrava do nome deles... Eu não me lembrava – Pois, então... Descobri que eles são afetados por algo que nós produzimos, uma radiação que emitimos de nossos corpos acaba por adoecê-los, estranhamente, isto não existe nas plantas Zarogs, d’onde eles foram desenvolvidos com nossos genes... Não acredito que haja nada mais estranho para nossa imortalidade que isto... Os Balizarogs, eles estão... Morrendo... Por algo que parece um resfriado, mas, que logo, destrói a todos...

O vírus, surgido dentro do processo de imortalização, era resultado de nós mesmos que, sendo portadores dele, acabamos por tornar o mesmo imortal, quando em nossos corpos... Ele não nos matava, porém, era aniquilador de quase toda a cultura viva em nosso planeta, menos dos Zarogs. Mas, surpreendentemente, Lorenjo disse:

-Eu, entretanto, com meus pesquisadores, descobri como reverter o processo... Só que é um processo individual, arriscado, mas, que é possível...

Então, pedi a palavra e perguntei o que todos queriam saber:

-Mas, isto nos tornaria mortais?

-... – Lorenjo relutou e disse, finalmente – Como éramos antes, pertencentes a este mundo!

-... Não... Pertencentes... A Outro Mundo. – O respondi.

Lorenjo fundou, depois de alguns meses de sua mortalização, o movimento: Vida Finita. Contrários a ele, nós, os Permanentes, ficamos como estávamos. Sequestros de ambos os lados resultariam até a uma Guerra Civil, porém, Lorenjo, prevendo isto, tentou de toda a forma deter as hostilidades...

Meu filho escolheu o Lado de Lorenjo, afinal, ele tinha forma de criança... Só que a mortalização era permanente, segredo de seu criador até o fim da vida, não pôde voltar. Com ele, foi minha mulher, que seguiu o rumo do meu filho e de sua companheira, uma Balizarog.

No fim das contas, bem, no fim das contas... Apenas alguns milhares sobraram.

Só que os milhares que sobraram já foram suficientes para que, em cerca de uns cem anos mais, os Balizarogs fossem exterminados.

Quando os Viajantes voltaram, tentamos ir para outros planetas, mas, a situação era semelhante, só que, em muitos deles, a quantidade de Sircadianos era tão ínfima, que acabavam por voltar com aqueles que viajavam: eram os únicos restantes. Só que em um dos planetas, uma cura foi encontrada para o vírus... Através de mudanças moleculares... Era tarde, entretanto, apenas algumas centenas sobraram dos Balizarogs e vimos suas últimas centenas morrerem...

Foi por esta época que uma dor de cabeça nos incutiu, entrou em nós e ficou sempre martelando, de tempos em tempos... Era intensa e nos dava a sensação de sermos tragados por denso mar negro de tudo o que existe e vimos... O que era muito...

Então, desde então, criamos algo, criamos algumas coisas... Como entrar numa planta alucinógena ou que Lorenjo, que estava certo, acabou por desenvolver várias coisas... Era um herói... Era... Foi, Será, tudo abolido, nós redimimos tudo para o Sempre, nossas eras tornaram-se... Tornaram-se no infinito momento do É, o Presente.

...

Desde então, Zapriomo e Rudedeon-3, é assim.

Então, vi o Nyxk olhar-me, com face piedosa, ou nojenta, não sei... Disse:

-Por isto, Apiso, por isto morremos.

-O que haverá agora?

O Nyxk, com compaixão, talvez, apagou com um movimento de mãos das nuvens de Rudedeon-3 as minhas memórias, disse, porém: - Um dia morrerei, e, quando isto ocorrer, você viverá para ver a queda da sua memória e vocês enfrentaram talvez uma das poucas imortalidades que existem... O Contar sobre o Outro...

-E... Bem, até lá...?

-Enviei o ocorrido para Sircadia, eles saberão de tudo, talvez, você deva viajar... Afinal, um dia o Universo acabará, talvez...

-E talvez... Talvez a Dor de Cabeça pare...

-Sim, talvez a Dor de Cabeça pare, mas, ainda será por apenas um momento, pois, ela ainda estará lá como estas suas memórias... Apenas envoltas numa névoa, e com apenas isto, névoa e nada mais.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

B Misúdiel o Hematiflim



         i.            Misúdiel, o Efraim dos Canhões de Lúluput
       ii.            Que salvou da invasão dos Bardos do Sul
      iii.            Criado do mesmo barro de basalto que Morumiel, Mestre das Gigantes Criaturas e
     iv.            Santo dos Barfos,
       v.            Partenocarpo de Ídrael, o Juiz dos Serafins
     vi.            Os dois são Efrains, não são imortais, como os serafins
    vii.            Pois, não são ninguém, apenas são algo
  viii.            Não são, portanto, apenas é
     ix.            Nesta semi-existência, os Efrains também são os Serafins de Asas de Ferro, ou
       x.            Como apenas quiser dizer assim, Asas-de-Ferro, Hematiflim
     xi.            São matéria apenas quando evocados
    xii.            E só podem existir se forem lembrados
  xiii.            Mas, apenas quem lembra deles são dois ou três, que de asas coloridas tens
  xiv.            Assim permanecem inócua, a vida destes dois
   xv.            Assim como de seus irmãos
Éndo, não sendo, Hematiflim

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Conto dos Três Centauros


Eda (Conto) dos Três Centauros
Conta o Serafim que eles eram Três
Então, o Serafim caiu de seu pandorim, de onde louvava a todos os seus co-irmãos
E suas asas multicoloridas como celofane moreram
Ele se tornou um vil ser, mesmo com forma divina ainda tinha
Condiziu uma Guerra
Contra os Titãs da Valáquia
Por mil dias lutou contra eles, por várias vezes, quase morreu
Mas, com a cabeça da Rainha Murda ele apareceu
Tornou-se O Pai, do Papado de Rhoda, banhado de tanto sangue, que vermelho seu manto era
Do Bósforo à Maraqueche ele dominou
Como novo Imperador
Serafim-Imperador disse ter sido ludibriado, buscava outro, buscava o Brigão
Mas, o Brigão caminhou longe
Quando virou um mortal, angélico mortálico
Deixou o bigode crescer, assim como uma pança
De cerveja quente e mulheres tentava esquecer o que fizera
Ele, ele que fora o reflexo da humildade
Tentou levar o Fogo aos Humanos, aquilo que aquece as Asas Coloridas
Perdeu suas Asas, e de seus ossos, Ídrael arrancou a Armadura Divina
Nada mais era, apenas um Homem
E ele caminhou por muitos anos, até dar Sete Voltas em uma Colina
Ali ele chamou de Colina das Sete Voltas
E para cada volta uma vida ele salvou
Cada salvação, lhe dava poder e mais vida
E com a quantidade de sete vivências, caminhou mais, mais jovem e poderoso
Até chegar ao Reino de Orfeu, o Barfo
Lá ganhou Parnassus, pois salvara os casais gêmeos do Rei dos Sonhos
E o Reino da Imagem e Ação lhe foi dado
E o Brigão continuou sua andança, agora, Rei
Rei não era o Terceiro
Nem Imperador
Ele era Marquês Contra-Vontade, de nome Vilencio, ao qual pouco menciona
Um dia acordou numa terra de grama verde, sangrento solo
E viu o que poucos viram: o Fim...
E os Santos Golens caminhavam para um lugar de luz, para dentro do Espectro Solar que os criou]
E o Humano sentia o que eles viam, pois pisava na mesma grama daqueles seres de rocha
Ele sofria com as guerras antigas, sofria e lhe doía
Andou até se esquecer da família, nação e língua, aprendendo a dos mortos
Foi aí que encontrou Ídramel, de olhos castanhos verdes, cabelos de quatro cores
Sorria com nada
Mas, ele conseguiu-lhe fazer, pois, falava a língua morta que trancada no sorriso
Mórbido e frio
Dela estava
E eles se amaram por cinco dias seguidos
Até que do fruto deles nasceram mil crianças
Que à mãe mataram com seu nascimento
E as mil se criavam sozinhas, com alguma ajuda do Marquês, que agora sabia quem era
Pois, a mulher lhe contou: contou o Segredo das Contas
Ó segredo profano, da filha de Ídrael, o Muro dos Mitos, trancada nos confins
Nos Confins de Orfeu, sem que este que é o tio da moça soubesse
Assim era e estava feito
O Marquês foi deprimindo, até que foi morar numa das luas do lugar, Criptília
E quando saiu, logo da discórdia foi nascendo entre as moças
Que comiam apenas bastões de doce e bolinhos de chocolate e mel
Pois, apenas uma deveria ser a Marquesa,Marquesato que dá a Imortalidade dos Três, o Segredo das Contas]
E começaram, e começaram a lutarem
E empalamentos, decapitações e quebras de dedos foram feitas com os bastões
Até que apenas três restassem, Ordah, Tordah e Hannah
Ordah era a mais forte
Tordah era a mais rápida
Hannah era a mais fraca, pois escondeu-se de toda a batalha, tão bem
Que era quase uma menina-moça-coelho
E foi nos Campos de Kaçador, aonde toda a Batalha dos Doces começou, que lá
Terminou
Ordah foi acertada pela ágil Tordah, mas, revidou e cavrou-lhe nas ventas um mortal golpe
A Mais forte, muito debilitada, não viu a mais fraca
Que precisou apenas empurrá-la num mortal penhasco, já que ferida, já não faria mais nada
E de lá caiu para a morte
Morte que não mais existe para Hannah,
A das Meias Listrasdas