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sexta-feira, 1 de março de 2019

Liberte os outros

Não se afete pelos outros, admita-os como outros para que você ganhe a consciência sobre sua parte com eles. Ser caridoso é também saber o que você é consigo, é estar aberto a lutar com o outro e morrer com ele. A morte da fraqueza e depressão, é ser amigo àqueles que precisam e tentar, o máximo que puder, ouvir e acreditar no outro.
Se a arrogância bater a porta, observe o que fez que despertou no outro suas flores, seus cardumes de potências, aquilo que você pôde fazer e despertar a constelação do outro. Deve se aceitar a sua pequenez no universo, porém que você faz parte dele e só isto representa que você poderá participar de toda a sua possibilidade limitada por você ser pequeno, porém, e aí está o encanto, por ser você.
Você será pro outro em muito o que você é consigo. Nossos símbolos são limitados, mas estarmos abertos, é caminho do infinito.
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Seja amigo, o que não impede o inimigo, mas firma sua mão na batalha



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Ouvir é sacrificar a fala. Porém, quando nos comparamos com o outro, não com as ações ou força, mas com a banalidade, a putaria e a materialidade, a dor corrói o egoísmo, o pior deles, que é a ambição- o não entendimento de seus limites, que é o que constituirá nós mesmos


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Entre minhas rugas, corre um menino, porém com dor nas costas.


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Nunca fui um homem, uma pessoa. Sempre o estranho, o esquisito, ou no mínimo o inteligente... Um sujeito apenas adjetivo, fui um símbolo, mas a solidão permanece. Apenas eu como alguma pouca coisa pra alguém e a realidade, o resto, me traz a dor do nada.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Quinta escrita




Nunca poderia escrever um romance
O tempo das palavras
Sua distância em períodos distantes
Bem, meu amigo, já se deixaram em mim
Recuou-se
Revolto
O mar das frases, dos capítulos perdidos
Sobre náufragos e astronautas, de algum planeta Terra
Escondido sobre minhas pálpebras
Sobre sua boca, que repete o que escrevo agora
Em sua mente, ou em voz alta
As letras de um poeta sem rima
Um romance abortado nos confins de um berço
Vazio
Nunca poderia escrever um romance
Me falta o tempo da palavra
Me falta o tempo
Tempo da alma
Alma em pedaços


De algum terraço
Uma moça me espia na janela
Eu sorrio pra ela
Nunca poderia escrever um romance
Pois, não tenho você
Poeta que está dentro de mim
Você se perdeu
N'algum de meus oceanos mentais
E agora, fiquei com as frases sem rima
Dissabores do mesmo tempero
Fagulha apagada da mesma vela
A iluminar seus ruivos cabelos
Em alguma lua de prata
Ou apenas ilusão
De um terraço que em que vejo
Pássaros na revoada

Voa, voa palavra
Escreve o poema sem rima
Avisa o náufrago de sua sina
Alerta o astronauta os perigos do vazio
Que dali, em meus períodos distantes
Dali escrevo meu romance
Já não mais sabendo entre eu, e a biografia
Recua
Recuo
Volta
Volto
Mar de oceanos de mim
Céu de você, que me lê

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E na severidade, o místico entrou sobre os palácios da Terra, onde os doutores diziam serem a própria Lei. No seu lado sombrio, todo o oceano das amarguras das infindáveis rotinas, dos velhos amigos aos poucos abraços, um pouco de si, ainda aluminado, caminhava, em solo de fúria, por um vale de ois e tchaus nas lágrimas dispersas na chuva. Voa, pássaro, voa e tenta, pois é o que lhe resta

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Sendo
Um lágrima na chuva
Adeus, eu mesmo.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Nas ruas

Com os passos molhados da chuva
Que contou minhas lágrimas
Que contou minha vida
Minhas aventuras, viagens e lutas
Moinhos de vento já não param mais minhas lanças
Fadas já são mais raras em minha Ilha do Nunca
Jamais encontrei o Portador do Anel
Mas, me tornei um Replicante dos outros
Implicante em mim mesmo

Elas já não são mais de tristeza
Elas já caminham comigo, em dias bons
Outros ruins
Elas formam o castelo cristalino
E olho o céu como olhava
A própria boca
Do amor maior do mundo
Escondido em cada esquina
Cada janela
Cada xícara de café
Amor de uma vida
Perdida em dias e rotinas, as vezes escolhidas
Vida
Ganha em poucas horas
Lágrimas, pela beleza

Por você
Que me investiga como espelho


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Você e Tu e Eu

Meio solitário aqui, mesmo você dormindo
Aqui ao lado
É estranho não ter palavras para falar, sobre aquilo que existe
Entre eu e você
Este pulso magnético que me prende e puxa
A ti, é estranho
Meio solitário estar, mesmo que tão perto, mesmo que na distância de menos de
Cinco metros
Algo, é algo no olhar
é, creio ser, algo assim, mesmo aqui, da cadeira aonde escrevo
com este giz no chão não sinto muito, não sinto muito você mais
creio que é só momento, talvez eu já esteja indo até aí, quando
terminar de escrever isto
talvez seja, não é, só algo passageiro?
Viajar é preciso, sair de si também, talvez seja isto que me deixa
Você tão longe de mim?
Tenho de fazer aquelas meditações, aprender a viajar de mim
Ou, a questão é entrar bem pra dentro, pra dentro dos meus próprios olhos virá-los
Pra dentro da caçola
E lá ver, veja só
Ver que, bem, não é mais estranho estar me sentindo tão só, estando tão perto
Porque tu já está aqui, por dentro de mim
Minha caminha é assim. Você-tu-eu.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sombrinha de Buscar Filmes

Aquela menina Sombria
Que fica vendo filmes em casa
Sempre e Sempre
Fica vendo filmes em casa
Quando sai de lá, sai com a Sombrinha
Porque está chovendo em seu coração
Sombrio como a noite, não, como um dia nublado
Que sempre, sempre chove
Mas, não esqueci de contá-la, em quantas estrelas
Existem na imensidão daquele seu escuro
Porque, mesmo na noite, existem estrelas
E mesmo no Espaço, Vácuo, existem pontinhos
De luz
E da luz você passa no rolo, o rolo rola, gira, na engrenagem
Como no coração da menina sombria
E eu, me recobro em minha poltrona e olho
A Luz, passar no rolo, e passar o filme
O filme que passa, sempre e sempre
Vendo aquele filme, na chuva, naquele dia
Sempre sempre, com a menina, sombria e sua sombrinha de buscar filmes.