Só se supera quando se entende ou se sabe o que viveu. A ciência advém de uma certa brutalidade consigo em uma guerra interna, mas também um acordo. Abraçar-se, você e a memória de seus atos e omissões, o nosso acesso ao passado, faz parte deste processo, severo, porém doce, de perdoar-se verdadeiramente e partir, assim, ao novo.
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Ter o vício parte também do desejo de possuir para si uma experiência completa, o início e fim de um ato, que você presencia e lhe traz prazer. É a busca de completar a sua incompleta existência, pelo consumo de coisas, que você organiza, seja em atos, técnicos e cheios de maneirismos - como fumar um cigarro, beber uma bebida, manter uma relação com alguém tóxico, etc. - e que lhe darão o poder de terminar aquilo. Me parece uma busca por ser não apenas o criador, mas o viciado busca destruir/consumir a coisa em ato, busca o controle, em si, do tempo - a morada da alma - mesmo que este seja apenas o "tempo das coisas".
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quinta-feira, 27 de junho de 2019
Superar, Vício
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sexta-feira, 8 de março de 2019
Chuva, gavião, amor fruto
Chove, como em m'alma
que escorre entre as paredes
duma vila sem nome, qualquer uma
cai a chuva, que pinga n'entre os ouvires
gotas ilimitadas de si
cata cada gole d' água
alma que escorre
chove lá fora
chove aqui dentro
forma rio
corre, vaza, escoa
no delta dum mundo qualquer
de terra salgada de lá
me escorre de cá
passo, escorro
o rio permanecerá
a água choverá
eu, riofico
que escorre entre as paredes
duma vila sem nome, qualquer uma
cai a chuva, que pinga n'entre os ouvires
gotas ilimitadas de si
cata cada gole d' água
alma que escorre
chove lá fora
chove aqui dentro
forma rio
corre, vaza, escoa
no delta dum mundo qualquer
de terra salgada de lá
me escorre de cá
passo, escorro
o rio permanecerá
a água choverá
eu, riofico
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Por um momento, vi um gavião
Nele, foi meu coração
Por aqueles horas, vi o tempo
Nos olhos do gavião, para os meus
Vi o ilimitado de meus limites
Do alto, vi pequeno eu mesmo
Todos nós
Nos sonhos imanentes, instinto de gavião
Abri a tudo meu olhar ao mundo
Por um tempo, dois dias ou mais
Pareceu-me que sabia muito
Mas, apenas olhava com os olhos do pássaro
Não os meus
Não há ordem nesta cultura da desordem
Neste galope de cavaleiros bêbados
Já estou ébrio de mim
Já me assola o gavião
Me lembra teus olhos:
Sou pó, mas sereis sal desta terra?
Pode resistir a olhar tudo
Falar nada
Voar, poderá voar, gavião?
Até que o sóis apaguem e
a luz deixe o sem limites
Voa, gavião
Por um momento
Nos vimos.
---
Frutifica no peito
do seu amor
Aquilo que ele
Quis ser
Paciente, veja ele
Livre
Abraça, beija e deixa
Voar com você
No imenso
Céu presente em todos nós
Por um momento, vi um gavião
Nele, foi meu coração
Por aqueles horas, vi o tempo
Nos olhos do gavião, para os meus
Vi o ilimitado de meus limites
Do alto, vi pequeno eu mesmo
Todos nós
Nos sonhos imanentes, instinto de gavião
Abri a tudo meu olhar ao mundo
Por um tempo, dois dias ou mais
Pareceu-me que sabia muito
Mas, apenas olhava com os olhos do pássaro
Não os meus
Não há ordem nesta cultura da desordem
Neste galope de cavaleiros bêbados
Já estou ébrio de mim
Já me assola o gavião
Me lembra teus olhos:
Sou pó, mas sereis sal desta terra?
Pode resistir a olhar tudo
Falar nada
Voar, poderá voar, gavião?
Até que o sóis apaguem e
a luz deixe o sem limites
Voa, gavião
Por um momento
Nos vimos.
---
Frutifica no peito
do seu amor
Aquilo que ele
Quis ser
Paciente, veja ele
Livre
Abraça, beija e deixa
Voar com você
No imenso
Céu presente em todos nós
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sábado, 23 de março de 2013
Éter
Malditos Cavalos de Éter
Grita o Alquimista para mim
Enquanto isto, ele evoca sua Siência para fazer a Ciência de si mesmo, dialeticamente, forjando em pequenos potes de metal, novos Jovens
Deu a eles o nome de Juventude Força Verde-Vermelha da Boina Hippie Hipster (FVVBHH)
Deu a eles educação em tudo que ele acreditava e depois, colocando uma grande barba
Fez-se de um antigo prolixo de outras épocas
Deu a eles baionetas que comprou de mim, Deus Da Morte
E pintou suas caras de branco, desenhando-os engrenagens nos olhos esquerdos
Assim, como em seus corações
Enviou-os assim, contra o Grande Lobo Mau, que morava na Casa da Vovó
Enviou-os para a morte em trincheiras cheias de lodo fétido da vida cotidiana
O Lobo, em seu trono de pau, nunca ouviu falar deles direito, sempre sendo pelos jovens odiado
Quando, já com 40 anos, aquelas pessoas de roupas coloridas, que me davam melancolia,
Quando as via, durante eu pentear os cabelos da minha amada Dama Morta,
Chegaram ao Castelo do Lobo, abriram a porta do salão e encontraram apenas uma cadeira vazia
A muito tempo vazia
Então, alguns choraram, outros buscaram outros caminhos, outros encontraram a saída em mim
Mas, nada maior estava que a barriga do forjador dos Jovens
Ele ria e sorria, enquanto tomava com canudinho de seus cérebros, o suco da juventude
Meu irmão, Sonho, mais uma vez conseguira
E eu lhe paguei um drinque, como havíamos apostado
Ver aos 13 minutos e 39 segundos
http://youtu.be/ePp5HKu3Rbw?t=13m39s
Grita o Alquimista para mim
Enquanto isto, ele evoca sua Siência para fazer a Ciência de si mesmo, dialeticamente, forjando em pequenos potes de metal, novos Jovens
Deu a eles o nome de Juventude Força Verde-Vermelha da Boina Hippie Hipster (FVVBHH)
Deu a eles educação em tudo que ele acreditava e depois, colocando uma grande barba
Fez-se de um antigo prolixo de outras épocas
Deu a eles baionetas que comprou de mim, Deus Da Morte
E pintou suas caras de branco, desenhando-os engrenagens nos olhos esquerdos
Assim, como em seus corações
Enviou-os assim, contra o Grande Lobo Mau, que morava na Casa da Vovó
Enviou-os para a morte em trincheiras cheias de lodo fétido da vida cotidiana
O Lobo, em seu trono de pau, nunca ouviu falar deles direito, sempre sendo pelos jovens odiado
Quando, já com 40 anos, aquelas pessoas de roupas coloridas, que me davam melancolia,
Quando as via, durante eu pentear os cabelos da minha amada Dama Morta,
Chegaram ao Castelo do Lobo, abriram a porta do salão e encontraram apenas uma cadeira vazia
A muito tempo vazia
Então, alguns choraram, outros buscaram outros caminhos, outros encontraram a saída em mim
Mas, nada maior estava que a barriga do forjador dos Jovens
Ele ria e sorria, enquanto tomava com canudinho de seus cérebros, o suco da juventude
Meu irmão, Sonho, mais uma vez conseguira
E eu lhe paguei um drinque, como havíamos apostado
Ver aos 13 minutos e 39 segundos
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