quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Balada do Noivo Vingador #Agentes do Caos

 "Beije sua vadia hoje
  Ame apenas o seu cachorro e,
  Se olhar pra trás...
  Se mate com um beijo de alguém"
 A garota com cabelo avermelhado e meio amarelo estava com um violão nas costas, estava pelo mundo há tempos, governando sua vida desde quando o Festival da Canção era feito na pracinha de sua terra natal... Esta Terra já não existia mais, ela era um monte de destroços e, agora, só restavam os robôs dos goblins e os especuladores da terra barata e erodida...
 Ela... Chamada de Jane's Tempest, tinha apenas 17 anos quando chegou aqui, em Curita, capital de Gran Pinus... Mas, em sua idade pequena e vocabulário ainda parco, me fez aprender várias coisas que até hoje não esqueço...
 Como o verão era lindo em sua terra natal... como todos recebiam o calor enviado e o que era absorvido pelo solo e plantas, como a água beijava o barro e formava um rio, de nome Paranã, o "grande rio", em língua antiga...
                      Entretanto, paremos com estas baboseiras paisagísticas, pois, o "homem racional" de outrora, já nos diz que nenhuma beleza há no mundo, pois nossos sentidos nos enganam. O Sensual, o que pudermos ver e tocar e cheirar e nos dar prazer... Deve ser consumido pela vontade da Verdade, o Amor à Arte, à  Vida em Sociedade comum e tribal, ou seja, segmentada até na mente mais tenra...
                      No violão, ela levava uma W&S 38, mais antiga que minha velha vó de ceroulas; só que para ela, a moça, funcionava... Eu nem ligava, eram tempos de máquinas a vapor estranhas... A Rev. dos Orwell havia disseminado a Praga pela América do Norte e aqui, nós só iámos ao cinema ver as velhas películas em preto e branco... E as cafeteiras, lixeiras e portas automáticas a vapor e com os novíssimos Sistemas Computacionais de madeira e ferro, surpreendiam-nos cada vez mais... "A Rede Social do Sílico e Cobre!" Como disse o Presidente Marechal, ao dizer das novas Reformas de base, que nos transformaram em comedores de carvão e que, agora, fazem da Serra do Mar um gigantesco assentamento para os descendentes de escravos que nada tiveram além de pé na bunda (desculpe-me o uso de tal chula palavra) dos seus antigos carceireiros...
                     Minha juventude fora boa... Eu só olhava para os cabelos pintados dela e, como todo bom Homem Viril, imaginava coisas... Mas, ela não ligava, pois só estava interesada nos meus conhecimentos e sobre meus livros... Eu, autor pouco famoso, era um provinciano de cidades sujas... Ia do Bordel ao Palácio, passando pelo Pastel do Largo... Sempre escondido, sempre Vampiro... Estava caído pela tal polaquinha...
 Era noite com frio e nevoeiro, reclamavam alguns amigos de suas notas em suas Casas de Estudos e eu os deixei lá, com seus demônios... Desci a rua... Sabia que ela morava lá por perto... Decidi tomar o bonde,
          Com luzes apagadas, ou quase, o lampião revela sua face risonha e tenho, pela primeira vez, medo dela...
 -Esta na hora... Darei a você o meu segredo!
 O Vampiro em mim se alegra! Mesmo com o fedor das máquinas que sentia ao descer as encostas do Rio Belém com ela, para o mato e longe das casa... Sentia-me bem, estava em uma aventura! Nesta monótona vida de rotinas e cinzas, me aventurava por uma vez mais!...
                                              *
 Último beijo que a velha boca suja tomou...
 Abro a blusa, já preparado
 Vejo o corpo branco por um minuto e... E...
 Luz, MUITA LUZ,
 Cego-me...
                                              *
 O Fogo que consome os corpos tortos e bobos é estranho, eu nunca havia sentido isto... acordei... me sentindo sujo, me vi em frente a Catedral de minha antiga cidade natal, ao qual nunca sai a não ser para comprar selos na ferrovia do outro lado dos muros...
 Existe algo de especial no ar... Sinto que passei a noite com ela, mas só lembro de imagens esparsas e flashs,,, Sei do que fiz, mas, de nada lembro...
 "O que mais lembro?" Pode me perguntar, lembro da luz, da grande Luz...
 A manhã chuvosa me chama a andar pela cidade, vazia, nem a padaria esta aberta... Começo a ouvir vozes, sons, o medo me domina... Corro pela via...
 Tropeço, caio e escuto uma voz... Era Jane's, ela me derrubara com seu tênis de pano preto, "-O que foi?", pergunto a ela...
 -Sou uma Agente do Caos, querido... Gostei de você, mas, se eu virar minha cabeça e me despedir... Posso ficar contigo... Não quero isto, não agora...
 Triste, meu peito pesou, minha Razão tremeu pela primeira vez em anos... Nestes longos trinta anos...
 -O que são os Agentes do Caos? -Perguntei, minha mente tinha questões confusas...
 -Também não sei, eles são o que cada um faz deles... -Sorriu, com bochechas engraçadas... Lembro só disto, ou estou confundindo, faz muito tempo que não vejo estas memórias...
 -Então, isto é um "adeus"?
 -Não, nunca é... - Me disse ela em resposta, me deu o violão, e saiu... Estava com uma roupa quadriculada azul, nunca a vi assim... Hey, aquela era a minha camisa!
 ...
 Desmaiei... Acordei uma hora depois...
 Descobri, ao voltar pra casa e ver o que o jornaleiro me trouxera, que as máquinas a vapor ficaram loucas, simplesmente, pararam ou caducaram... Era Jane's... "Ela estava talvez em vingança!", pensei nisto e compreendi...
 Então, vi o violão em minha namoradeira [pequeno sofá], o violão lá estava...
 =É minha vez...
                                        *
 Hoje, sou um Agente também, estou a procura de Jane's, cada explosão de vapor e queda no Sistema de Cobre-Silício, lá estou eu, e o violão junto. Pode me chama de... Hm... Noivo Vingador.        



 MUSIQUETA DA POSTAGEM

  http://www.youtube.com/watch?v=eaurgcMVTOs&feature=related

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mãe Russa #Agentes do Caos

 A mãe russa estava sobre o caixão de seu filho. As histórias tristes deste livro só se aglutinam e multiplicam como coelhos raivosos a voar por um quarto escuro... Mas, dona Perestroika não estava nem aí... Seu grande filho, um tenente dos mais valoros, morto por bala infecta de soldado distante... Dos Balcãs... Já não era mais a URSS, porém, outra coisa dse formava... A velha para nada disto ligava... Só chorava... Menino que tinha um segredo, guardava no peito um medalhão, um Sonho, isto era raro, ele roubara aquilo Deles, e Eles vinham buscar...
             E daí?! A velha só chorava
 -Olá! Velha Perestroika! -Disse o Gato Preto de terno preto fúnebre... Ela não tinha escolha... Era Hora
 -Vocês... -Em seu russo provinciano e feio para um culto da língua- São ratos do esgoto!
 -Ora, o que a senhor...
 -Ratos com mãos de ferro, corto elas agora!
             45 antiga, de um soldado alemão, pai do filho, tiros se ouvem, o Gato é atirado!
 -Maldita! -Num russo polido, bera o ser em fúria, fora atingido por um coração amargurado, uma Força da Natureza que o Homem da Ciência tonta ainda não dominou, não há pílulas de "mães" e de seu "amor e fúria", ainda não há!
 Corre o ser com dois balaços nas costas, lá fora, chegando em um jipe velho, amigos do morto, com eles, pequenas tochas se formam ao verem o Agente, o ser estranho, são as metrancas Uzi; as armas cantam...
             Um trapo se faz na figura do piso do cemitério
             Logo, um gordo ataca a todos, ele tem a Máscara de Ferro e no braço, engranagens terminadas em canhão, BUM! Fazem os Agentes a serem derrotados por uma força de mães e amigos... Algo raro se dá...
               O que é aquilo... Dois Agentes trancafiados... Carregados num jipe, para a Área 51 russa
                                                    *             *
 Munique, 24 de junho de 1991, frio e neve na cidade de German
 O cigarro é doce demais para a sua boca, ele cospe e continua pela rua; por todo lado, o cheiro de Muro caído, mas, ele sabe, os Agentes estão por aí...
 Um telegrama chega ao jovem, cabelos curtos, magro e com uma jaqueta escrita "Hate", imitando um antigo amigo da Inglaterra... Ele é Nick Charlie, este é seu nome, e o telegrama é de um "amigo" soviete: "Capturamos um Deles! Ao que parece, um que estava com ele fugiu, venha rápido!", assinado, Águia Branca.
 O velho amigo de Nick parece que mandava boas notícias, e lá foi ele, para os confins de uma prisão fria russa, um Gulag, ali, no que viria a ser o início de sua entrada para Eles...
                                                   *              *
 Em um avião sobre o Pacífico, um velho Catástrofe dos Agentes recebe uma ligação... É um japonês de cabelo escorrido...
 "-Reiza-Fu, temos um problema!", a ligação faz o pedido de um amigo para outro...
 -Okay, Águia Branca, estamos indo...
 E o avião vai para em direção contrária...
                                                   *              *
 Águia Branca, um velho gordo e barbudo, de óculos redondos e gosto para roupas duvidoso, olha para dois retratos numa mesa: Uma de sua filha, morta enquanto ajudava os amigos de Nick, nos Balcãs, noutro, uma da esposa, uma mãe russa desiludida...
 No peito, um coração despedaçado, nas mãos, uma Vontade
 "Pela Força daqueles que amo, esta na hora da Vingança... Das Vinganças...", pensou o velho, dentro de seu quarto, num ministério do governo caído...


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sábado, 4 de junho de 2011

Pastor de minha própria sina #Agentes do Caos

 -Hey, garoto! Pegue minha bebida! -Este era a frase de maior carinho que recebi de meu pai.
 Sou um pastor, meu rebanho é de homens, meu nome Johan Bournie, sou um ex-escravo, tenho quase cem anos... Ou mais, não sei mais... Tenho um 38 e uma bíblia, com páginas pretas, ela tem demônios em cada uma de suas sagradas páginas, e isto não é metáfora pra suas crises existenciais, não, eu mato estas coisas, e há muito tempo... Desde que sua avó ainda estava nas coisas do pai dela! Sou aquele que é a espada flamejante do Senhor!
 ...
 Enfim, hoje estou no norte das Américas, lugar perto do mar de gelo... Porém, ainda vejo pedras e um mar gelado se abre a minha frente; inukshuk, o monumento indígena, parece um portal... Lá estou, parece que sempre estive -nesta paz, neste silêncio frio -, desde que recebi meu livro, com o qual capturei 102 demônios. Lembro que um índio velho me disse pra ir pra lá: "O Norte Do Mundo"; aqui estou, cumpri minha missão, e nada há mais a dizer.
 No mar gelado, vejo sombras, pego meu 38 no coldre, de repente, uma maça gigantesca vestida de negro tenta me acertar, desvio, me aparece outra coisa, atiro... A bala atravessa, viro e me levanto, pra ver o que há na situação, levo uma bordoada. Durmo.
 Sombras estranhas, visão "enubleada", levanto...
 -Bom dia!
 -Aqui não há dia! -Respondo, sei quem é, são eles, Eles...
 Três seres de negro que vejo, o primeiro é um gigante -quase três metros-, cara feia e rosto estranho, meio cinza, um outro é magro, muito magro e branco, cabelo escorrido, horrível, o do meio, um cara de estatura normal, só que com uma máscara de corvo e um grande chapéu;
 -Seus demônios! -Tenho que me impor a eles... Tento isto
 O do meio tira o a máscara, é um homem branco, de cara quadradona, nariz meio arrebitado e olhos azuis... Seu chapéu amarelado, estranho... Parece ter mudado de cor, com alguma diabrura... Só sei que ele parece um cowboy, um pistoleiro...
 -Somos todos iguais... Sou homem também...
 Meus Inimigos são estranhos, se acham iguais a mim; não tem rei, lei ou Deus, como serão iguais a mim? Ridículo!
 -O que quer? Eu não tenho nada pra vocês!
 -Nããão? -Falou o cara de cabelo escorrido, com uma voz estranha.
 -Não, demônio! -Berrei, ele se assustou, foi me atacar, moveu seu corpo como uma serpente, preparei minha arma, ela não estava lá, puxei minha faca -que numa bainha nas costas estava, não era fácil de se ver. O branco segurou o outro, empurrou-o pra trás. O gigante, ao ver a cena, reprovou a situação com um movimento de cabeça.
 -O Livro, negro, querrrremos o livrrro! -Falou o escorrido, que deveria ser a Serpente de Satã!
 -Vocês nem sabem nada sobre isto! Ele é Meu Destino! Aquele que está nos Céus me deu ele por um motivo! -Respondi-o com minha fé.
 -O motivo será de você ser morto por ele, dê logo este livro! -Falou o gigante, que parecia perder a paciência.
 O branco, até agora quieto, sentou-se num banco de rocha e, de frente para outra que se assemelhava a uma mesa -inclusive, parecia-me uma mesa de xadrez- pediu para que eu me acomoda-se. Sentei numa pedra de frente para ele, tenho meus motivos pra aceitar seu pedido: não converso com demônios, mas, ele colocara a arma, minha arma! Ali, ali estava ela, em cima da mesa de pedra.
 -Bem, poderia jogar algum jogo com você, algum xadrez, não? Seria um Xadrez com a Morte! -Riu, por pouco tempo o demônio.
 -Não faço jogos ou gracejos com seres maus, o que querem, quais são os seus negócios com este meu Livro Sagrado?
 -Tu sabes que este livro não é uma bíblia, ou seja, que não é o chamado Livro Vermelho, não é mesmo? Ele vem de longe... -Começou o Mal a tentar me ludibriar- ...De recuados tempos e espaços... Não era livro, e sim pergaminho, não era de um Padre espanhol, como tu já deves saber, nem fora escrito por ele em 1521... Mas, bem antes; ele era parte de um grupo de escritos: os Sutras de Borel, um Visitante das Estrelas, que há muitos anos, antes dos romanos e gregos, caíra na Bacia do Rio Ganges, no Oriente... Lá, ele governou diversas batalhas e lutas contra as forças místicas que causavam as belicidades no mundo deles, chamavam, como tu chamas, estas forças de demônios, nestes pergaminhos guardaram vários deles... Porém, eles se perderam, o seu detentor, morto pelas tropas renegadas de um ocidental chamado Alexandre, o Grande, não pôde esconde-los e a maioria se desfez, sobrando apenas um, ao qual foi guardado na cidade de Damasco, no Líbano, porta dos dois mundos: o Ocidental e Oriental... Porém, este pergaminho foi, com os Cruzados, a quem achais santos homens, para a Europa, para um Monastério na Itália e, pelas mãos do monge ladrão Callabre, para Espanha e depois para estas terras, o Novo Mundo, América ou Iracema, como quiseres chamar... Por séculos Tentamos pegar este pergaminho, transformado em livro... Mas, ele era protegido de nossos olhos e ouvidos... Porém, quando você, caro Johan Bournie, foi para o Velho Mundo, nós, pudemos ver... Pro teu azar, Estamos aqui também, e viemos pedir que nos dê isto...
 -Venham pegar, oras!
 -Não sejas idiota! Sei que se o portador do livro não der ele de gesto de bom grado, o livro protegerá ele e só obedecerá a ele... Sendo para o seu gestor ladrão um simples monte de papel preto... Agora, dê-me o livro!
 Sabia que não poderia escapar... Via em duas escarpas próximas, mais dois deles, com mantos pretos e cara escondida... Meu coração palpitava, eu rezava... Minha Missão não poderia ter acabado ali, não, não poderia... Tinha que fazer algo!
 Então... Pedi algo a eles:
 -Poderei entregar o Livro a vocês, se seguirem a música que ouvi na minha terra, as longínquas pradarias do sul... Ouvia quando criança, e esta será minha resposta a vocês : "Que me enterrem numa cruz funda, se minha boca comer formiga..."
 ...
 Movimentos rápidos, o pastor escreve seu destino, cata a arma na mesa de pedra e atira... Porém, ele apenas tentou pegar a arma, pois o outro, o cowboy carrancudo, de seu poncho atira no ombro do outro, o pastor ainda pega o 38, mas atira errado... O homem que fala e age como serpente pula em cima do atirador, rápido, Johan acerta a faca nas costelas e o ser sai berrando... É a hora da morte...
 Mais tiros, mais confusão
 Eis que surgem, da escarpa atrás do pastor Bournie, pessoas com lenços azuis, atiram violentamente, acertam muitos tiros na serpente, mas não no cowboy, nem no gigante, este pula e começa a escalar a escarpa, na direção dos novos atacantes, o outro se esconde, por trás de pedras. O pastor sorri.
 "Anjos do Senhor!" -Pensou
 ..."Lâminas Azuis?!" -Reconheceu o cowboy, também conhecido como o Homem do Chapéu, ou o Aluno do Fundador; ele revida os tiros furiosamente, acerta muitos e nunca é acertado.
 Os outros dois, que estava nas pontas de rocha por cima do mar, também atiram com suas escopetas e acertam alguns...
 -Dê-nos o livro, homem de deus! Dê-nos o livro e o protegeremos! -Disse um dos atacantes
 Um dos com lenço azul consegue descer a encosta e pede a mesma coisa ao santo homem sangrando e que neste momento apenas tem em sua mente um desapontamento... "-Vamos, podemos guardá-lo bem, nos dê!"
 ...
 Eu, que agora falo, digo meu testamento... Sou Johan Bournie e vejo que apenas homens de bom coração poderiam guardar este meu prêmio... Porém, nem quem pensei que iria me ajudar, queria me salvar, mas sim, a este meu livro... "Nada pode ser mais importante do que a vida de um homem, ou sua dignidade", já dizia o meu professor na liturgia, pastor Enrie, ainda há 50 anos atrás... Está na hora.
 Atirei no homem que veio falar comigo, corri para o centro do tiroteio, comecei a sentir as balas entrando em minha perna e em minha barriga... Ouvi o branco berrar: "-Não façam isto, idiotas!"
 Não liguei... Só clamei e, por uma última vez, usei os poderes do livro: invoquei Baar, o demônio da Fome, minha boca ficou alargada e engoli o Livro Sagradado... Me perdoem o sacrilégio... Será por uma boa causa... Pois, com isto, meu corpo em estado de morte usa as forças do Livro, as Forças do Senhor... E então, morro... "Ahk du sarre! Mitriartes Mulankê! [Use minhas forças! Potente ação, "desviamento"!]  
 -"Então, o Mal caminhou pela Terra e nossas mãos estavam atadas, pois os homens eram cegos que não queriam ver" -Berro, meu último suspiro, Livro Vermelho cap 22, vers1.
                                                      *
 Então, lá estou eu, o Homem do Chapéu... Acerto um dois, o gigante Bararock, subindo na escarpa, acerta com sua clava e seu handgun diversos atacantes... Até que vejo o pastor... Oh não! Droga!!
 -Não façam isto, idiotas! -Berrei, mas não adiantou... Ele foi alvejado, tentei ainda correr para ele, mas o safado usou um feitiço do Livro, primeiro o engoliu, depois explodiu, numa enorme massa negra, sumiu das nossas vistas...
 ...Ele consegui, havia fugido... Morto, mas salvou seu Livro...
 Um dos nossos, nas pedras do mar, controla águas... Foi dele o golpe final nos atacantes: com movimentos de mão, fez uma onda matar todos eles... Os que não morreram, matamos depois, não antes de saber que as ordens para tal ataque vieram de um tal Frances Nerro havia mandado eles... Salazar [o homem cobra] havia morrido neste ataque, o pastor conseguiu esconder o Livro... Era hora da vingança, aos malditos Lâminas Azuis, minha arma!
 Partimos pelo deserto até a cidade mais próxima... Querendo ou não, o pastor mereceu, ainda colocamos uma cruz lá naquela praia fria e gélida, escrito, na madeira, o versinho:
                                                 
 "Que me enterrem numa cruz funda, se minha boca comer formiga..."



 MUSIQUETA DA POSTAGEM
http://www.youtube.com/watch?v=pv3GsATxABA

sábado, 28 de maio de 2011

Tiros, drags e Foucault #Agentes do Caos

 Lá estava eu, próximo a minha mudança de vida!
 Olhando pra ela, via suas perucas loiras e seu batom mal pintado; eu, um jovem de camisa verde com listras pretas... Mas, todos odeiam listras, preferem uma roupa com bolinhas... Viver um pouquinho de cada vez, ponto por ponto...
 E dragqueen, aquela montanha de músculos e fúria, ia me fulminar, tinha na saia o coldre de sua 45, nos olhos -mão do destino-; eu tava ferrado e sem pelo.
 Pá! Pá!
 Ela atirou, as balas voavam e eu corri pra debaixo de uma mesa pesada de ébano próxima, as balas continuavam e eu sabia que estava tudo perdido, sem esperança, sem muito o que fazer...
                                              Então, ele apareceu
                                       Ratátátátá! Da porta da sala, balas salvadoras
                                       A drag caiu, morta, com peruca loira vermelha
                                                                     *
 No carro, preto e bem quadrado, estava eu assustado... No meu lado, um senhor de uns quarenta anos, terno preto, careca, óculos fundo de garrafa...
 -Qual o seu... (Tomei coragem)
 -Adolf, Adolf Foucault... -Falou o cara, que percebi ser "suave", sorrindo depois da resposta.
 -Que nome...
 -Sim, horrível! -Ele era estranho, parecia ler minhas respostas antes que eu falasse... Ou eu, que era muito óbvio; enfim, sei que ele não tinha a marca do corvo no braço direito, estava feliz... Mas, vi, de relance, outra marca: uma espada azul... Tatuada na parte de cima da mão...
 -Você... É um Deles?
 -Bem, -começou o careca a falar- fui muitas coisas na vida... Mas, neste negócio, só fui pertencente uma vez aqueles que combatem os Agentes... Mas, então, encontrei um Mestre, alguém que me mostrou como combater o Caos verdadeiramente...
 Então, o careca Foucault me contou sua história... Um sobrevivente das Guerras na Bósnia, um matador Deles e, por último, um discípulo de Helter Skelter... Isto, me calou até chegarmos num hotel, na periferia, perto ao novo terminal rodoviário, num dia cinzento e onde apenas se podia esquentar ao sol.
                                                                                *
 "Eles eram pássaros de cobre, eles tinham no peito a marca da besta, eles caminhavam mais rápido e com mais certeza que os outros, pois, tinham Sua Verdade"-Livro Vermelho, capítulo 15: versículo 13.
  -Hey, mas, como assim? Você foi discípulo do meu professor de Geografia? Foi ele que me mandou lá e...
 -Eu sei, -disse o homem de quase dois metros de altura-, era pra eu estar lá, pra te proteger mesmo... Pena que Eles, chegaram antes...
 -Por quê? Por que aquele cara vestido de mulher queria a minha cabeça? Quase fui fuzilado!
 -Por quê? Por que você é especial João! Claro, não com um nome destes: "João de SantChristian", muito chato! Hehehe
 Enquanto falávamos, Adolf tirava as botinas pretas, estávamos num quarto com duas camas, agradável; seus pés eram estranhos... Se fossem normais, não teria percebido, mas eles não eram normais... Eram prateados, eram de metal!
 "Então, subitamente, quando o guerreiro que toca o sino da manhã se desvanece, que sua missão comece; pois, o justo caminha sobre o mar, o mal, sobre os céus e tu, tu só anda"-Livro Vermelho, capítulo 16: versículo 14.
                                   Porta arrebenta, ouço tiros, muitos!
 Pulo pra debaixo de... Não há nada! fico deitado mesmo!
 O velho homem careca, descalço, dispara a arma que tem na cintura
 Os atacantes, acho que tem caras vermelhas, ou algo assim, também
 Acertam Foucault...
 ...
 Porradas, estou sendo levado pro carro, cheio de sangue do meu amigo, meu ex-novo amigo... Ou, no mínimo, salvador
 Homens de máscaras vermelhas, sou lançado no capô do carro, chegou minha hora!
 Lá estava eu, próximo a minha mudança de vida!
 Páratátátátá!
 Todos caem... Da porta, vejo um rosto... Entre o sol descendo vermelho e a noite crescendo no azul... Desmaio
                                                                    *
 "Ainda que pelo Vale das Sombras da Morte eu descanse, não pararei minha caminhada"-Livro Vermelho, capítulo 17: versículo 15
 Hoje, estou numa noite de sábado, indo pela Rua 15, com medo de assalto... Mas, mais medo Deles...
 Sem mais proteção, sou um "cavaleiro" andante... Recebi de um amigo, ou um salvador? Um Livro Vermelho; nunca fui muito religioso, mas, ele disse que o bom dos livros é lê-los, o ruim é ter que aturar quem os lê.
 Lá vou eu, sigo pela Rua 15, vou pra uma festa... Também me divirto, quando não estou escapando de tiros...
 ...
 Ah, como sai do último ataque? Bem, nada de mais, só pensei que fossem mais espertos... Acharam mesmo que alguém que se chama Adolf Foucault e usa uma perna de metal cairia por simples 32 tiros? Vocês não lêem?


 MUSIQUETA DA POSTAGEM

domingo, 15 de maio de 2011

O Panda Vermelho: Vermelho Sangue

 "Monte Kailash, quatro lados, orientados pela bússola, lá deve encontrar o que procura!"
 Segui as pistas, fui subindo as vielas mortas entre as montanhas tibetanas, a cadeia se ergue por muitos quilômetros, porém é ali, neste monte, que devo encontrar o "eixo do mundo"... Minha razão de existir é descobrir sobre um antigo mestre meu, um Panda Vermelho... Lá, no topo da morada de deus, escalei, me escondendo dos crentes que ficariam ofendidos por eu tentar realizar minha crença; é normal, defendemos o que cremos.
 Em um entroncamento, próximo a nascente de um dos quatro rios que saem desta montanha... Lá esta, numa simples caixa de madeira, na vista de todos, a história de Panda Vermelho... Abri, esta em língua antiga da China, posso lê-la... Conta que:
 "Nos tempos em que os grandes generais pereciam nas mãos dos khans, um dos seus generais, um dos mais lembrados, forte e poderoso, existia ali, seu nome era Pahãra [a Montanha em hindu], mortal e vil, suas mãos trouxeram a morte para muitos dos nossos, ele vinha do Sul, do Ganges, seu nome e sua fama eram de lá, assim como de seu rival, Lãla [o Vermelho], diferiam como água se difere em essência da terra, porém, trabalhavam juntos por uma coexistência do mundo, assim como os elementos, eles eram o do Exército do Khan, o Primeiro, nele estavam desde a morte deste e da vida do filho, o Segundo, que vencera as Muralhas que colocamos ao Norte, estavam em nossas portas a Cidade Sagrada cairia sobre as mãos deles, eu vi isto quase acontecer, por jogo do destino, nada houve
 Toda esta graça nos foi dada por um antigo erro que muitos destes ditos "novos senhores" se dão a fazer, eles presumiram que venceriam o Grande Panda da Montanha, aquele que vive na Cordilheira do Céu, guardado por uma montanha de bambus, dais quais forja espadas que vertem em mil direções!
 Mas, antes de prosseguir, com o relato da derrota dos generais Khans, parto para contar nossa humilhante derrota na cidade de Baotou, nas margens do rio Amarelo, lá, onde a água brilha ao lodo, as espadas soaram e os combates começaram. Dois dias de batalha e nossas tropas não caíram, sobre as mãos do imortal Léi Bì [Braço de Trovão] nós resistimos! Ele invocara as forças de duas montanhas, desviou rios, suas espada cantante cortava até o espírito de nossos atacantes, fazendo deles, descarnados do ciclo de vida e morte!
 Mas, eis que da neblina do terceiro dia, cai sobre as tropas as forças de ninguém menos que Lãla, todos os nossos se assustam, nunca viram tal demônio! Em sua face, um urso vermelho residia, coberto de pelos e com espada ecoante, barrou o avanço de nossos dois mil de infantaria apenas com quinhentos cavaleiros! Usou terreno e trincheiras, assustou vários de nossos comandantes -menos Léi Bì-, pois fez disto boa coisa para suas montarias, corriam eles pelos vãos e cortavam todos os nossos, pulavam por rampas e começavam massacres: perdemos mil e quinhentos nisto, eles, pouco mais de cem!
 Depois, vieram muitos mais, o próprio Khan vinha para aquelas paragens, com ele, o segundo general, A Montanha Pahãra, muitos soldados vinham para lá... Apenas Léi Bì acreditou na vitória depois daquele dia! Como foi com vontade! Derrubaram, num combate até o meio dia, quase todas as forças do general Lãla, o momento e a força dos dois era tão grande, que apenas os dois, de um grupo de centenas, ficara, num círculo do corpos, os dois desembainharam as espadas por uma ultima vez, combateram como deuses, uma lenda contra o mal, Léi Bì cortou Lãla, ele caiu, numa trincheira
 Era último golpe, respiração do vento respirava com nosso mestre! Ele pulou, e de sua espada raios saíram! Golpeou o demônio na face! Qual foi a surpresa, este se levantou, segurando pelas presas a arma, jogou o Imortal na água do rio Amarelo, moveu a mão e, com diabrura, subjulgou rocha enorme e lançou!
 Nosso herói, moveu também e, com as Forças do Bem e Virtude, da Terra tirou o equilíbrio: jato d'água lançou e feriu o ataque, destruindo-o!
 O Monstro caiu por cima dele, deferiu ataque com o peso de sua pata, o imortal desvia e dá-lhe um chute, fica em posição e abre seus braços, conjura a força do Universo, uma mão toca a outra e faixas de pano de suas mãos se soltam, elas estão com escritos sagrados, antigos e belos!
 Na luz o raio de sol que desviam, feixe azul é produzido, o demônio se vê sendo queimado pela luz, ele então conjura, já com seu corpo quase em cinza, uma luz vermelha, a conjuração equilibra as forças de Léi Bì, com feixe supremo, supera o nosso imortal
 A terra chora, os céus se fundem em lágrimas, o demônio Lãla, poderosíssimo, agarra um dos sutras, ele o aprende, numa energia descomunal, brilha e golpeia o Mestre, ele cai, e derrotado, sem forças, aceita morte honrosa
 Nosso coração chora com ele, pois a espada do demônio Lãla corta sua cabeça, não há mais esperança..."
 ...
 Encontrei esta parte da história, a parte da fúria, agora é só achar o resto. Sim, ao que parece meu Mestre nunca teve um nome, Lãla... Assim o chamavam, Vermelho, o Panda Vermelho, no caso, Vermelho Sangue.
 Agora, é ir pro outro lado, no outro rio... Ouço sirenes, talvez me descobriram, não sei se poderei contar mais!


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terça-feira, 10 de maio de 2011

Pondo o gato pra fora pra tomar leite #Agentes do Caos

 Gato de Sunshine, famoso, poderoso, idiota... Traiu os Agentes do Caos.
 1943, Bairro de Stuffmind, Parí, Marseille
 "E lá estou, com minha túnica branca, cabelo escorrido e dificuldade de falar esta língua dos Ocidentais, pelo menos seu alfabeto foi mais fácil... Mas, por que vocês têm que ser tão porcos? Tão "expressivos"? Bah!
 ..."
 As nuvens estão negras, os aviões soam em constante, anjos de ferro e fogo, lá esta o Catástrofe Reiza-Fu, ele é um dos Agentes que mais cumpriram missões, em algum momento, um dos outros o chamou assim, e então ele ganha este título, por sorte, não por merecimento, sem eleição, apenas uma vontade de quem o chamou assim. Usava sete espadas, duas pequenas, no cinto e cinco presas nas costas, cabelo negro, era difícil ver seus olhos... E estávamos no meio da Guerra, a Junta seria atacada pelos Aliados, era a hora...
 -Você poderia me matar agora, mas nunca vai evitar de enfrentar as consequências que criei! -Falou o gordo que tinha jeito humano, porém suas pele negra era atravessada por linhas rosas, era Sunshine.
 Reiza-Fu tenta acertar-lhe um golpe com suas espadas, ele desvia, o céu começa a trovejar, e não são raios, o Gato gordo desvia e dá um soco, eles estão nos telhados, o antes atacante se vê encurralado, caído e sem espadas
              -Não mais! Japa!
              Sunshine lança uma pequena bola de fumaça, o "japa", no meio do telhado destruído, levanta rápido, pula para o lado, mas a pequena esfera cinzenta explode, em onda de fogo ácido, derrete o lugar...
 "Vejo luz branca", pensa a mente do gordo, ele vira para trás: É Reiza-Fu! O Criador de Universos, acorda seus sonhos... Tenta decepá-lo, o outro defende, joga novamente nos telhados, mas o oriental cai em pé, fica na posição que aqueles que lutam chamam de base, a posição do cavaleiro, com as pernas um pouco abertas e com a postura ereta, o gato -agora o gordo esta virado totalmente num felino gigante, rosa com listras pretas- lança mais uma bola cinza, Reiza-Fu defende com um golpe, mais uma esfera, mais uma defesa.
 -Que grande malandro!! -Diz o gato gordo, Sunshine
 Lança sua pele rosa no chão, esta de terno, a batalha non-sense se completa, pois do corpo humano e gordo com cabeça e rabo de gato, retira uma metralhadora, daquelas giratórias, Rátátátátátátá!
 ...
 "O telhado se espatifa, e eu vôo pelos céus, e faço deles, a justiça de minha lâmina do vento"
 E no pulo do Catástrofe, os tiros a metralhadora o perseguem, ele lança uma bola de luz branca, ela aumenta e ele entra nela, some
                                Será que morreu? Não, só esta por ali, ali, atrás do gato, de novo!
                                Mas, ele lança um chute, erra, uma lâmina o acerta,
                                É como o vento
                                O Gato de Sunshine é ferido no braço, porém
                                Defende com a metralhadora, o Catástrofe a parte ao meio
             -Você quer me matar? Vocês são preponderantes, nunca conseguirão!
             ...
             -Sempre haverá alguém como eu! Alguém que quer o poder, que sabe do
             Poder do Caos!
 Reiza-Fu, lhe dá um chute, o gordo cai...
 Um assobio é ouvido no ar... A sorte se lança, é hora de terminar isto, pois o Catástrofe japonês sabe que o tempo é mais uma questão de ação do que de relógio... E ele age, plaina pelo ar e fica no mesmo plano que seu inimigo, abre os braços, a luz enche o céu escuro do lugar... Os telhados desolados têm pequenos olhos, nas janelas, fugitivos, que não tiveram tempo, medo se encontra em cantos, a vida esta por terminar, tanto daqueles que não fugiram, quanto de um traidor, traidor Deles...
 Sunshine, ferido no braço, retira uma pistola de um coldre nas costas, é um canhão de cinco polegadas, prepara o tiro, luzes em forma de esferas saem de seu atacante, as esferas cobrem o lugar, ele atira, o atacante desaparece...
                                  "Cinco lâminas, para um guerreiro digno"
                                   O telhado explode por baixo, em cinco estouros, de cada um
                                   Uma espada                                
                                   Cada umas lâminas de Raiza-Fu
                                   Acerta um ponto do dorso do gordo
                                   Ele desmaia
 -Então... -Fala Sunshine ainda desorientado- É isto...
 Ele esta preso, cada lâmina de Raiza-Fu esta crava, e estas, por estarem perfurando também a viga da casa, prenderam o gato gordo...
 O silêncio sepulcral se faz, o Catátrofe diz:
 -Você tentou, mesmo... Diria até parabéns, afinal, você buscou o que acreditava...
 -Miserável! Porco!
 Os zumbidos se fazem em som das trombetas finais, o vencedor faz uma esfera de luz e nela embarca, a luz sobe e vai rápido, mesmo existindo dentro de um micro-universo, ele não poderia resistir a força dos anjos de metal, os dragões feitos por mãos humanas...
 -Então... É isto...
 Fala Sunshine, depois que suas ira é descontada ao máximo... Tem medo, pavor, mesmo sendo um ser fantástico, ainda somos humanos -realmente não importa se mestre ou fraco, todos temos nosso último momento
 E dois minutos depois, o chão se faz fogo, e pelas grandes granadas que como ovos caem dos dragões de metal, o bairro, os olhos escondidos e o gato gordo, descansam... Em carne queimada e escombros... Foram beber leite


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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Miojo com vinho #Agentes do Caos

 Fui fazer um miojo a noite, fazia tempo que estava com fome... E minha marca de corvo no braço esquerdo as vezes incomodava, assim como meu dente, um pouco de tártaro somente... Passei pra cozinha, estava assistindo tv, uma novela das seis, a porta do corredor ao meu lado, um vulto, sentado, decidi por miojo de frango...
 -Por favor! Me liberta! Eu te pago!
 Ah, droga! Ele tirou a mordaça de novo! Pus o pano a boca dele, cara de trinta anos, anel de casado, roupa meio social... Lá, na cadeira, na porta do corredor...
 Coloquei a panela com água, começava a ferver...
 -Eu conto tudo pra você! Me solta! Tô a três dias aqui! Me...
 Sai da cozinha, com uma faca, cortei a barriga dele, sangue na minha camiseta preta, um tom estranho de cor de vinho se produziu quando o sangue caiu nela...
 Você morrem em... Olhei o relógio, depois de pôr o miojo na água quente... 3 a 4 minutos!
 Ele me olhava com tristeza, ou medo, ou os dois... Ah, e tinha a raiva também, pra que, eu não sei
 Terminou de ferver...
 Um último grunido: "-Você não precisa me matar! Eu te pago! Me deixa assim, furado, num hospital! Vai, por favor! Você veio por causa do dinheiro do Robin! Tá no cofre! Lá de casa!"
 -Não estou com você por causa do dinheiro, brô! -Estava eu, com a faca, sentado no sofá e prestando atenção na minha novela...
 -Então, o que?!! Porra!! Respon...
 Levantei, peguei a faca, atravessei sua garganta de baixo pra cima, pronto
 Meu miojo tá pronto, com algumas manchas vermelhas
                             *                       *                      *


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