Em um limiar aonde a Esperança
se encontra apenas a Misantropia.
O machado que corta a si mesmo
E dois, em vários
Eu sou um como o Homem Fragmentado.
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Homem Fragmentado
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Faça Arte
Se não pode fazer nada de
Útil com o que sente
Faça arte
E renegue a sua insignificância
Útil com o que sente
Faça arte
E renegue a sua insignificância
A estrada foi fechada
O sol está na sua cara,
O inverno mais seco em décadas
E você apenas está úmido
Por dentro, uma única lágrima
Nada além de afogar-se
Em seu próprio Fosso
Do próprio Castelo
Sem príncipe, sem princesa
Você só sente aquele peso
Do seus ossos e corpo
Andando pé-a-pé pela ponte
Da muralha
Apenas vejo rostos conhecidos
De memórias que tento afogar
Elas sempre voltam
Como uma flecha com ponta curva
Não se mostra o que não se é
Se finge muito bem
mas, um dia as muralhas do castelo caem
Por mãos de seu dono ou dos bárbaros
E o rei está nu
de fronte ao pior inimigo possível
Si mesmo.
Faça Arte, mesmo que simples
Resista a sua insignificância
Aceitando-a
Não seja artista, pois este já humilde não é
E do insulto vive sua vida
Pra ver se em seu castela nascem flores
Que só são pinturas, sempre o serão.
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domingo, 17 de setembro de 2017
pesquisador humano de animais humanos
Pessoas são como cães
alimente algo nelas, e florescerá, claro, as vezes o que não quer
eduque ou as vezes puna, e os costumes se constroem
Pessoas são como cães, as vezes gatos
se isolam, tentam encontrar sua própria canção
Não existe som nenhum.
Os poucos pássaros que vejo em seres humanos
Que formam laços fortes e viajam
São invejados pelos outros
Mas, não é inveja sincera, ninguém dos gregários está disposto
A sair
Pessoas possuem certa animalidade gregária
Criam filosofias como Vontade,
Potência, piadas
Não se escapa da condição animalesca humana
Sua superioridade sobre outros animais
Sempre dita hoje, como Cultura
Personalidade
Em sentidos práticos
É a coletividade e eficiência da Violência
Podemos matar, juntos ou sozinhos um número fantástico de seres
Isto nos difere
Fator negativo, fator que subtrai a vida
Não há lirismo, não existe poesia
E em nosso Mundo Racional
Não persegue-se mais Deus, nem a Verdade, apenas foca-se
Nesta vida medíocre e animal
Relego-me a minha insignificância
Minha luta é olhar pra você na fresta da janela
Voyeur da existência
No deserto ele fala sobre outros
Enquanto o eu já conforma-se, no animal que sou
Pesquisador poético de animais humanos.
alimente algo nelas, e florescerá, claro, as vezes o que não quer
eduque ou as vezes puna, e os costumes se constroem
Pessoas são como cães, as vezes gatos
se isolam, tentam encontrar sua própria canção
Não existe som nenhum.
Os poucos pássaros que vejo em seres humanos
Que formam laços fortes e viajam
São invejados pelos outros
Mas, não é inveja sincera, ninguém dos gregários está disposto
A sair
Pessoas possuem certa animalidade gregária
Criam filosofias como Vontade,
Potência, piadas
Não se escapa da condição animalesca humana
Sua superioridade sobre outros animais
Sempre dita hoje, como Cultura
Personalidade
Em sentidos práticos
É a coletividade e eficiência da Violência
Podemos matar, juntos ou sozinhos um número fantástico de seres
Isto nos difere
Fator negativo, fator que subtrai a vida
Não há lirismo, não existe poesia
E em nosso Mundo Racional
Não persegue-se mais Deus, nem a Verdade, apenas foca-se
Nesta vida medíocre e animal
Relego-me a minha insignificância
Minha luta é olhar pra você na fresta da janela
Voyeur da existência
No deserto ele fala sobre outros
Enquanto o eu já conforma-se, no animal que sou
Pesquisador poético de animais humanos.
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Sol que ilumina a tormenta
A paz de uma vida atormentada
É o silêncio da busca pelo último suspiro
Em cada momento não vivido
E lembrado como se fosse o único.
Não existe mais nada a não ser o silêncio
neste frio espaço sideral
Compreendo pouco o que meus olhos não vêem
No frio do escuro
Do espelho pétreo do nada
Daquele sol queimante lascivo
Naquele ônibus que parte do Centro pro
Bairro
Observo rostos vazios
Nada me contam, nada me dizem
Eu não digo nada também
pela janela nós vemos uns aos outros
Passarem seus dias, na iminência
De morrer de felicidade.
Vejo as bocas que nada mais falam
A não ser dos beijos que não deram, ou se arrependem
Juventude alongada, nada mais pensa que não seja
Dominar o mundo que nunca será seu
Não, a paz de uma vida atormentada
É o silêncio do barulho da cidade
Ouço apenas barulho, não escuto pessoas
Pois, elas já se foram
Seus corpos ali, suas mentes
Tomando o ônibus do Centro-bairro
Eu talvez, também
Minha vida atormentada
Meus passos cansados
Já não tenho mais pegadas
Que veja e reconheça como minhas
Somos todos um pouco dos outros agora
Atormentados
Num mundo de jovens bobos, velhos imbecis
Bocas que jamais beijam mais de uma vez
Olhares que se perdem nas janelas
E sol
O silencioso sol
Que ilumina a tormenta
É o silêncio da busca pelo último suspiro
Em cada momento não vivido
E lembrado como se fosse o único.
Não existe mais nada a não ser o silêncio
neste frio espaço sideral
Compreendo pouco o que meus olhos não vêem
No frio do escuro
Do espelho pétreo do nada
Daquele sol queimante lascivo
Naquele ônibus que parte do Centro pro
Bairro
Observo rostos vazios
Nada me contam, nada me dizem
Eu não digo nada também
pela janela nós vemos uns aos outros
Passarem seus dias, na iminência
De morrer de felicidade.
Vejo as bocas que nada mais falam
A não ser dos beijos que não deram, ou se arrependem
Juventude alongada, nada mais pensa que não seja
Dominar o mundo que nunca será seu
Não, a paz de uma vida atormentada
É o silêncio do barulho da cidade
Ouço apenas barulho, não escuto pessoas
Pois, elas já se foram
Seus corpos ali, suas mentes
Tomando o ônibus do Centro-bairro
Eu talvez, também
Minha vida atormentada
Meus passos cansados
Já não tenho mais pegadas
Que veja e reconheça como minhas
Somos todos um pouco dos outros agora
Atormentados
Num mundo de jovens bobos, velhos imbecis
Bocas que jamais beijam mais de uma vez
Olhares que se perdem nas janelas
E sol
O silencioso sol
Que ilumina a tormenta
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Venha Ulysses número 33
A vida não é bela
Beleza há no combate
Beleza há no combate
A vida nos dá papéis, nós
Os representamos, meio
A contra-gosto
Esperando que ora do aço
Do saber, ora
Da Falsidade da juventude
Daquele pôr do sol com chuva, ou mesmo
Daquela despedida no terminal
Adquira algum sentido
Não, do fel da vida
Nossa consciência nada tira
Além de ver os ratinhos, os
Outros, executar balé Cômico
Trágico, Satírico ou Romântico
Não, meu caro Ulysses, não
Houve espera por você
E apenas no diminuir do eu, que
Acrescento a vida.
Ao combate, Ulysses!
Recupera teu reino, recupera
Os representamos, meio
A contra-gosto
Esperando que ora do aço
Do saber, ora
Da Falsidade da juventude
Daquele pôr do sol com chuva, ou mesmo
Daquela despedida no terminal
Adquira algum sentido
Não, do fel da vida
Nossa consciência nada tira
Além de ver os ratinhos, os
Outros, executar balé Cômico
Trágico, Satírico ou Romântico
Não, meu caro Ulysses, não
Houve espera por você
E apenas no diminuir do eu, que
Acrescento a vida.
Ao combate, Ulysses!
Recupera teu reino, recupera
Tua vida!
Que é na batalha dos vivos que
Forja-se o guerreiro, não de deuses,
Mesmo perdido, mesmo Quixote, mesmo David
É pelo que faz do papel no palco
A diferença entre o quente
E o morno.
Que é na batalha dos vivos que
Forja-se o guerreiro, não de deuses,
Mesmo perdido, mesmo Quixote, mesmo David
É pelo que faz do papel no palco
A diferença entre o quente
E o morno.
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Marketing da Liberdade
O marketing da Liberdade
É fantástico
Vende-te a si mesmo como Livre
Como potente, mesmo que pequeno no Universo
Eu sou eu porque estou Livre e me faço livre
O marketing tem algo fantástico
Ele sempre comparativo é
Quero parecer ao meu amigo mais livre
Do que sou
Sou preso
Pelo meu amigo, por sua existência
E enquanto não destruir a ligação
Não destruo a mim
Mesmo, inliberto.
É fantástico
Vende-te a si mesmo como Livre
Como potente, mesmo que pequeno no Universo
Eu sou eu porque estou Livre e me faço livre
O marketing tem algo fantástico
Ele sempre comparativo é
Quero parecer ao meu amigo mais livre
Do que sou
Sou preso
Pelo meu amigo, por sua existência
E enquanto não destruir a ligação
Não destruo a mim
Mesmo, inliberto.
Porta
Roberto passava pela porta
E Ricardo o olhava, compenetrado em seus movimentos
Sabia que era a última vez que iam se ver
A noite havia acabado, o vinho, terminaria em alguns goles
E a porta quando se fechou
Parecia eternamente aberta
Deixando ele escapar por entre seus braços
Ricardo não chorou
Pôs sua coroa e olhou a fronte no espelho
Muitos anos haviam se passado
Desde a última vez que se vira
Estava mais velho, aquele homem
Anos acumulados naquela cabeça
Ideias que se foram
E a porta ainda permanecia em sua cabeça
Ela aparecida na sua face
Ricardo perdeu seu reflexo por um instante
Buscou-o no pensamento do espelho
Só lhe veio Roberto
Por um momento, só por um momento
E se foi
Ela parecia aberta, mas, estava fechada
Pôs sua coroa e olhou o dia
A noite havia terminado.
E Ricardo o olhava, compenetrado em seus movimentos
Sabia que era a última vez que iam se ver
A noite havia acabado, o vinho, terminaria em alguns goles
E a porta quando se fechou
Parecia eternamente aberta
Deixando ele escapar por entre seus braços
Ricardo não chorou
Pôs sua coroa e olhou a fronte no espelho
Muitos anos haviam se passado
Desde a última vez que se vira
Estava mais velho, aquele homem
Anos acumulados naquela cabeça
Ideias que se foram
E a porta ainda permanecia em sua cabeça
Ela aparecida na sua face
Ricardo perdeu seu reflexo por um instante
Buscou-o no pensamento do espelho
Só lhe veio Roberto
Por um momento, só por um momento
E se foi
Ela parecia aberta, mas, estava fechada
Pôs sua coroa e olhou o dia
A noite havia terminado.
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Hope She'll be Happier,
maturidade,
reflexo,
velhice
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