Um mash up aí
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Projeto Audivisual #2 :Mash Up
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sábado, 15 de janeiro de 2011
Mach I #Agentes do Caos
os aviões formaram os anjos de metal que davam a terra o sarrafo de bombas que liquidavam e geravam o mar de fogo no chão
eu nunca tinha terminado um livro até aquele, que terminei e ler no armário; nem a Bíblia que minha mãe e minha tia me obrigavam a ler no domingo, nem a Educação Sexual de Mad, na escola, 6°ano
você quer salvar o mundo?salve-se primeiro! -me disse senhor tomas jerry noutro dia, às 8horas
acontece que sobrevivi ao entrar num armário de metal em nossos apartamento no 2°andar; o barulho na hora do ataque foi tamanho ao silêncio na manhã e no dia que se seguiram e que fiquei dentro do meu cofre. Li lá o livro.
sai e dei de cara com um ser de longos cabelos negros, manto negro, máscara contra gás... Estava chutando uma pedra... Nos assustamos, dois saíram de trás de um monte e perguntaram se estava tudo bem, ela os dispensou e me puxou pelo braço: tivemos uma noite juntos, no armário!
de manhã, tinha um bloquinho de dinheiro perto de mim, me senti um prostituto! Haha! Mas, peguei e segui pela cidade destruída, até encontrar um grupo da Defesa Civil que me resgatou, saímos de lá às 8hs, o chefe do pequeno comboio era Tomas Jerry.
conversei com um homem que parecia ter um problema mental, tinha grande porte e pele morena, muito normal e com cara normal... Me fazia lembrar de Heimidall, o que me fez lembrar de Dino e depois da tristeza de ter perdido meus colegas de Escola Técnica naquele bombardeio... Mas, o garoto, o sentado ao meu lado no caminhão, seu nome era Humme Grin, ele havia sido coveiro, e como soube depois, tinha um tal de autismo, algo que recentemente tinha sido descoberto.
nós éramos bons amigos; com meu recente curso em eletrônica (um curso tão novo que ninguém ligou que eu não o terminei, já que o campus havia explodido), consegui vaga na Heimidall&Volta Associados, uma recente empresa de mecânica elétrica que estava despontando no ramo da Ciência Eletrônica, ou melhor, das armas e sistemas para a guerra que dizimava este lugar
Humme Grin era um homem estranho, porém, mesmo ele tendo sido colocado como meu emprego, secretário, mas ganhava como faxineiro! (devido ao racismo dum RH antigo) Tratava-se dum homem bom e decente, um dia deixei ele com alguns algoritmos que não estava consegui decifrar, quando dei por mim, voltando para com o café -meu amigo não sabia fazer café muito bem, cozinhava melhor-, ele resolvera tudo... Em vinte minuto! Cumprimento menos em sua vida do que o tempo que levou para fazer todos os meus trabalhos mais complexos: Um Gênio em Padrões e Combinações!
levei ele para o próprio senhor Heimidall, homem grave e com espólios de caça em seu escritório -chifres de alce e cervo, algumas cabeças de javali-, não ligava para cor de meu amigo, como outros, mas em seu resultado nas máquinas. Vendo o que podia fazer, tornou-o técnico como eu, logo, meu colega tornou-se meu chefe, já não mais o via em nossa casa, um apartamento na "parte segura" da cidade, ele não parava de trabalhar.
conversei com ele e me disse que trabalhava em um projeto máximo! Um bio-mach-homem, me explicou as funções deste ser, suas particularidades em poder ser desde uma peça substituída de um ser, até um, "quem sabe!", "humano completo". Gostei da ideia... Era a época em que começava a sentir inveja de meu amigo, apesar de eu já ter consolidado um círculo de amigos e mulheres inexistente a ele, tinha tanto sucesso que nunca poderia ter conseguido... Mas, num lampejo, decidi me lembrar de nossa velha amizade e ajudar-lhe da forma mais boba possível: "-O nome é muito ruim Grin! Use algo melhor!", "-Você acha?"(ele me olhava nos olhos, era o único ao qual ele fazia isto), "-Sim, use Mach, apenas Mach, dá sentido moderno, como as locomotivas!" (meu amigo adorava as locomotivas, e este nome era duma das mais modernas)
no projeto eu fui um simples peão de obra... Mas, conhecia o Líder, então acompanhei a medida do possível a formação dum exército de meio Mach, meio Homem que pela primeira vez nos fez avançar frente aos nossos inimigos na Guerra. Logo, o primeiro Homem Mach completo se deu, seu nome era Dummont Grin Gonçalves-Dias, o Mach I, fiquei emocionado com a homenagem de meu amigo! Mesmo que apenas nós três lembrarmos do nome: eu, ele e o próprio Mach I, nome que pegou para o gênio de metal
não só soldado era Mach I, inclinou-se as artes, podia ser um bom orador, mesmo as cordas vocais de naílon darem a ele uma voz terrível... Era também ótimo em padrões, como meu amigo, e um excelente jogador de xadrez e gamão! Conhecia ele, morava na nova casa de meu colega, um apartamento na região central da Zona Segura -grande ser de metal com uma pintura dourada e olhos faiscantes... Sua careca reluzente sempre me atrapalhou; me considerava, junto com seu "pai" Grin, os únicos amigos dele, os outros o tratavam como bicho de exposição, matérias e charges, sermões em templos em pedaços e discursos em câmaras fictícias condenavam-o... Me sensibilizei até pelo "moço"... Não acreditava numa "alma" ou "salvação" para ele, mas talvez ele fosse uma coisa com sentimentos.
coisa com sentimentos foi o que disse para Humme, ele encolerizou-se e não nos falamos desde então... Ao menos, até esta noite, no teatro... Para a minha Missão
levado com um saco na cabeça, fui parar numa ilhota a 2km da costa, lugar perigoso, poderia muito bem ter sido atingido por uma artilharia inimiga em expedição secreta com seus navios, ou os tais "submarinos". Não fui. Na verdade, fui recebido por três senhores de manto negro e máscara contra gás, demorei, mas reconheci: aquela mulher, daquele dia! Mas, claro, não havia surpresas para eles, me disseram que ela havia me escolhido, eu deveria fazer uma determinada missão na noite de sábado... Ela era contra meu antigo amigo.
mostraram-me um banker, lá, haviam espadas velhas e fotos, reconheci o senhor Heimidall nelas... Me disseram que ele uma vez ajudara eles, ficou muito rico com o que ganhou com a empreitada, matou um tal de General Loki, ou algo assim, um parente dele, algo assim... O investimento na tecnologia de Volta e depois na de meu ex-amigo Humme estava tudo em seu plano: ele o mataria assim que desse os projetos de Mach I, disponibilizando o recém criado código binário que usara para gerar uma inteligência artificial tão sensacional em sua gênese quanto o próprio ser e sua evolução.
desconfiei várias vezes que estes seres estranhos fossem parte das tropas de Machado de Assis, dos nossos inimigos, os Guarani-Vinkin, que a trinta anos nos atacavam, assim como mais três nações. Os três mascarados negaram tudo, eles faziam parte "de algo maior", uns tais Agentes do Caos. Não liguei muito, fiquei perturbado no que poderia acontecer com meu amigo... Talvez, nunca paramos de nos preocupar com aqueles que chamamos de amigo na vida...
tinha que fazer algo! Tudo aconteceria no sábado, no teatro, depois dum show de rock com a Orquestra Sinfônica do estado, depois da música "Smell of the Woods", eu entraria na sala vip da agora Heimidall&Humme Associados, mataria Heimidall com uma garrucha, modificada para não fazer barulho, fazendo isto, acabaria com a empresa: o escândalo e a falta de jeito nos negócios de meu amigo cientista, fariam ele perder tudo com o tempo... Mas, estaria vivo. Eu, se fugisse, logo estaria preso, talvez a pena de morte legal recém votada seria estreada por mim... Mas, um amigo estaria salvo! E também os Agentes me garantiam alguma salvação, os dois milhões numa mochila demonstravam isto, além dos olhos azuis daquela Agente morena que tinha braços como molas, me disse que podia "voar com suas pernas", o outro, me disse ser como uma sombra, estaria a salvo
estava tudo pronto, ia acontecer... Depois, fui saber que Humme fora me visitar na prisão, mas eu já havia fugido e embarcado para os Andes... Estava vivo, mas com medo. No dia do teatro, Mach I ficara em casa, pois estava indisposto (?talvez com falta de óleo?), acontece que dois seres estranhos invadiram o local, um parecia um fantasma, outro pulava alto e dava fortes golpes: mataram todos, menos Mach I, que consegui fugir... Ao tentar chamar a Guarda, ninguém o dera muita importância, ao chamar o Juizado e o Departamento de Investigação, dias depois, não davam direitos, por ser uma máquina, a situação insustentável levava a uma crise, máquinas criadas por Humme e o próprio Mach se revoltavam e queriam partidos e direitos, alguns mestiços mecânicos se juntavam a eles, mesmo alguns políticos e nobres concordavam e davam apoio, as vezes por ganhos futuros, ou por fazerem parte do grupo de renegados... Meu amigo Humme era um símbolo, mas não queria a Guerra, precisava da Paz, sentia-se bem com isto, já enterrou muita gente, sabia das coisas. Fugiu para Guarani, uma das nações inimigas, tentou recomeçar lá, o perseguiram, as nações não mais brigavam, pois a nossa nação vencera a Guerra, porém, agora lutava internamente e meu amigo foi caçado em todo o lugar que foi, por suas criações e inimigos, buscavam o tal "código da vida".
Mach I seria um grande inimigo dos Agentes do Caos, principalmente depois de se tornar o 1°presidente máquina; Humme acabou sendo esmagado... No meio das duas facções... Nunca pude visitar seu túmulo, sem recursos e saúde, nem mais encontrei a morena Agente, passo a vida como um camponês nas alturas andinas...
penso sempre: como seria fácil se tivesse ficado naquele armário, mas também, como não teria vivido nada, se de lá não saísse
MUSIQUETA DA POSTAGEM
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[Qualidade melhor do som, caso haja problema, http://www.youtube.com/watch?v=ibpKX9VywAs&feature=related ]
eu nunca tinha terminado um livro até aquele, que terminei e ler no armário; nem a Bíblia que minha mãe e minha tia me obrigavam a ler no domingo, nem a Educação Sexual de Mad, na escola, 6°ano
você quer salvar o mundo?salve-se primeiro! -me disse senhor tomas jerry noutro dia, às 8horas
acontece que sobrevivi ao entrar num armário de metal em nossos apartamento no 2°andar; o barulho na hora do ataque foi tamanho ao silêncio na manhã e no dia que se seguiram e que fiquei dentro do meu cofre. Li lá o livro.
sai e dei de cara com um ser de longos cabelos negros, manto negro, máscara contra gás... Estava chutando uma pedra... Nos assustamos, dois saíram de trás de um monte e perguntaram se estava tudo bem, ela os dispensou e me puxou pelo braço: tivemos uma noite juntos, no armário!
de manhã, tinha um bloquinho de dinheiro perto de mim, me senti um prostituto! Haha! Mas, peguei e segui pela cidade destruída, até encontrar um grupo da Defesa Civil que me resgatou, saímos de lá às 8hs, o chefe do pequeno comboio era Tomas Jerry.
conversei com um homem que parecia ter um problema mental, tinha grande porte e pele morena, muito normal e com cara normal... Me fazia lembrar de Heimidall, o que me fez lembrar de Dino e depois da tristeza de ter perdido meus colegas de Escola Técnica naquele bombardeio... Mas, o garoto, o sentado ao meu lado no caminhão, seu nome era Humme Grin, ele havia sido coveiro, e como soube depois, tinha um tal de autismo, algo que recentemente tinha sido descoberto.
nós éramos bons amigos; com meu recente curso em eletrônica (um curso tão novo que ninguém ligou que eu não o terminei, já que o campus havia explodido), consegui vaga na Heimidall&Volta Associados, uma recente empresa de mecânica elétrica que estava despontando no ramo da Ciência Eletrônica, ou melhor, das armas e sistemas para a guerra que dizimava este lugar
Humme Grin era um homem estranho, porém, mesmo ele tendo sido colocado como meu emprego, secretário, mas ganhava como faxineiro! (devido ao racismo dum RH antigo) Tratava-se dum homem bom e decente, um dia deixei ele com alguns algoritmos que não estava consegui decifrar, quando dei por mim, voltando para com o café -meu amigo não sabia fazer café muito bem, cozinhava melhor-, ele resolvera tudo... Em vinte minuto! Cumprimento menos em sua vida do que o tempo que levou para fazer todos os meus trabalhos mais complexos: Um Gênio em Padrões e Combinações!
levei ele para o próprio senhor Heimidall, homem grave e com espólios de caça em seu escritório -chifres de alce e cervo, algumas cabeças de javali-, não ligava para cor de meu amigo, como outros, mas em seu resultado nas máquinas. Vendo o que podia fazer, tornou-o técnico como eu, logo, meu colega tornou-se meu chefe, já não mais o via em nossa casa, um apartamento na "parte segura" da cidade, ele não parava de trabalhar.
conversei com ele e me disse que trabalhava em um projeto máximo! Um bio-mach-homem, me explicou as funções deste ser, suas particularidades em poder ser desde uma peça substituída de um ser, até um, "quem sabe!", "humano completo". Gostei da ideia... Era a época em que começava a sentir inveja de meu amigo, apesar de eu já ter consolidado um círculo de amigos e mulheres inexistente a ele, tinha tanto sucesso que nunca poderia ter conseguido... Mas, num lampejo, decidi me lembrar de nossa velha amizade e ajudar-lhe da forma mais boba possível: "-O nome é muito ruim Grin! Use algo melhor!", "-Você acha?"(ele me olhava nos olhos, era o único ao qual ele fazia isto), "-Sim, use Mach, apenas Mach, dá sentido moderno, como as locomotivas!" (meu amigo adorava as locomotivas, e este nome era duma das mais modernas)
no projeto eu fui um simples peão de obra... Mas, conhecia o Líder, então acompanhei a medida do possível a formação dum exército de meio Mach, meio Homem que pela primeira vez nos fez avançar frente aos nossos inimigos na Guerra. Logo, o primeiro Homem Mach completo se deu, seu nome era Dummont Grin Gonçalves-Dias, o Mach I, fiquei emocionado com a homenagem de meu amigo! Mesmo que apenas nós três lembrarmos do nome: eu, ele e o próprio Mach I, nome que pegou para o gênio de metal
não só soldado era Mach I, inclinou-se as artes, podia ser um bom orador, mesmo as cordas vocais de naílon darem a ele uma voz terrível... Era também ótimo em padrões, como meu amigo, e um excelente jogador de xadrez e gamão! Conhecia ele, morava na nova casa de meu colega, um apartamento na região central da Zona Segura -grande ser de metal com uma pintura dourada e olhos faiscantes... Sua careca reluzente sempre me atrapalhou; me considerava, junto com seu "pai" Grin, os únicos amigos dele, os outros o tratavam como bicho de exposição, matérias e charges, sermões em templos em pedaços e discursos em câmaras fictícias condenavam-o... Me sensibilizei até pelo "moço"... Não acreditava numa "alma" ou "salvação" para ele, mas talvez ele fosse uma coisa com sentimentos.
coisa com sentimentos foi o que disse para Humme, ele encolerizou-se e não nos falamos desde então... Ao menos, até esta noite, no teatro... Para a minha Missão
levado com um saco na cabeça, fui parar numa ilhota a 2km da costa, lugar perigoso, poderia muito bem ter sido atingido por uma artilharia inimiga em expedição secreta com seus navios, ou os tais "submarinos". Não fui. Na verdade, fui recebido por três senhores de manto negro e máscara contra gás, demorei, mas reconheci: aquela mulher, daquele dia! Mas, claro, não havia surpresas para eles, me disseram que ela havia me escolhido, eu deveria fazer uma determinada missão na noite de sábado... Ela era contra meu antigo amigo.
mostraram-me um banker, lá, haviam espadas velhas e fotos, reconheci o senhor Heimidall nelas... Me disseram que ele uma vez ajudara eles, ficou muito rico com o que ganhou com a empreitada, matou um tal de General Loki, ou algo assim, um parente dele, algo assim... O investimento na tecnologia de Volta e depois na de meu ex-amigo Humme estava tudo em seu plano: ele o mataria assim que desse os projetos de Mach I, disponibilizando o recém criado código binário que usara para gerar uma inteligência artificial tão sensacional em sua gênese quanto o próprio ser e sua evolução.
desconfiei várias vezes que estes seres estranhos fossem parte das tropas de Machado de Assis, dos nossos inimigos, os Guarani-Vinkin, que a trinta anos nos atacavam, assim como mais três nações. Os três mascarados negaram tudo, eles faziam parte "de algo maior", uns tais Agentes do Caos. Não liguei muito, fiquei perturbado no que poderia acontecer com meu amigo... Talvez, nunca paramos de nos preocupar com aqueles que chamamos de amigo na vida...
tinha que fazer algo! Tudo aconteceria no sábado, no teatro, depois dum show de rock com a Orquestra Sinfônica do estado, depois da música "Smell of the Woods", eu entraria na sala vip da agora Heimidall&Humme Associados, mataria Heimidall com uma garrucha, modificada para não fazer barulho, fazendo isto, acabaria com a empresa: o escândalo e a falta de jeito nos negócios de meu amigo cientista, fariam ele perder tudo com o tempo... Mas, estaria vivo. Eu, se fugisse, logo estaria preso, talvez a pena de morte legal recém votada seria estreada por mim... Mas, um amigo estaria salvo! E também os Agentes me garantiam alguma salvação, os dois milhões numa mochila demonstravam isto, além dos olhos azuis daquela Agente morena que tinha braços como molas, me disse que podia "voar com suas pernas", o outro, me disse ser como uma sombra, estaria a salvo
estava tudo pronto, ia acontecer... Depois, fui saber que Humme fora me visitar na prisão, mas eu já havia fugido e embarcado para os Andes... Estava vivo, mas com medo. No dia do teatro, Mach I ficara em casa, pois estava indisposto (?talvez com falta de óleo?), acontece que dois seres estranhos invadiram o local, um parecia um fantasma, outro pulava alto e dava fortes golpes: mataram todos, menos Mach I, que consegui fugir... Ao tentar chamar a Guarda, ninguém o dera muita importância, ao chamar o Juizado e o Departamento de Investigação, dias depois, não davam direitos, por ser uma máquina, a situação insustentável levava a uma crise, máquinas criadas por Humme e o próprio Mach se revoltavam e queriam partidos e direitos, alguns mestiços mecânicos se juntavam a eles, mesmo alguns políticos e nobres concordavam e davam apoio, as vezes por ganhos futuros, ou por fazerem parte do grupo de renegados... Meu amigo Humme era um símbolo, mas não queria a Guerra, precisava da Paz, sentia-se bem com isto, já enterrou muita gente, sabia das coisas. Fugiu para Guarani, uma das nações inimigas, tentou recomeçar lá, o perseguiram, as nações não mais brigavam, pois a nossa nação vencera a Guerra, porém, agora lutava internamente e meu amigo foi caçado em todo o lugar que foi, por suas criações e inimigos, buscavam o tal "código da vida".
Mach I seria um grande inimigo dos Agentes do Caos, principalmente depois de se tornar o 1°presidente máquina; Humme acabou sendo esmagado... No meio das duas facções... Nunca pude visitar seu túmulo, sem recursos e saúde, nem mais encontrei a morena Agente, passo a vida como um camponês nas alturas andinas...
penso sempre: como seria fácil se tivesse ficado naquele armário, mas também, como não teria vivido nada, se de lá não saísse
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
O Casal de #Agentes do Caos
No lar dos Istanbulls ela nasceu, prometida do mais forte filho do Senhor da Asgard
mas, queria nascer mais, tinha que ser livre
Cabelos de Sif tinha, loiros que nunca paravam de crescer
ressuscitava tudo com eles, eram inquebráveis com ferro, somente o "Matador de Deus" poderia vencê-los]
Mas, ela ia ser livre!
cortou aquilo que a fez ser uma menina de 11anos por 110anos! Pôs fim a magia
Perseguiram ela, mas seu pai ofereceu a outra filha em troca da paz da outra, sua ingrata cria]
nos desertos ela viveu, a ler sonhos aprendeu, também os pesadelos compreendeu
Ela os lia e os fazia, teve muito poder
um irmão de criação também com ela estava, ele anotou isto aqui
Viu o Cavaleiro do Leste chegar, com seu kilt e sua esperteza ele conquistou muitas terras e roubos]
Mas, o peito dela ele não pode suportar, tiveram uma paixão que conseguiram manter no segredo,
beijo, corpo
mistério de compreender
Um dia, ela morria, ele partiu
caçou um Ceifeiro, monstro vivo-morto, poderoso demais
Lutou com ele e morreu, mas antes disto, conquistou as asas do ser
a Foice do inimigo e a Lança do guerreiro
Tornaram-se parte do corpo do Homem, e ele deu a vida à Mulher
a Bruxa dos sonhos tinha o cabelo ruivo agora, o outro era o Ceifeiro do Leste]
O casal se despediu do irmão, este, eu, fui para Oeste, para uma Ilha
os dois rumaram para o Norte e se declararam novos
Agentes do Caos
e assim, o São
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mas, queria nascer mais, tinha que ser livre
Cabelos de Sif tinha, loiros que nunca paravam de crescer
ressuscitava tudo com eles, eram inquebráveis com ferro, somente o "Matador de Deus" poderia vencê-los]
Mas, ela ia ser livre!
cortou aquilo que a fez ser uma menina de 11anos por 110anos! Pôs fim a magia
Perseguiram ela, mas seu pai ofereceu a outra filha em troca da paz da outra, sua ingrata cria]
nos desertos ela viveu, a ler sonhos aprendeu, também os pesadelos compreendeu
Ela os lia e os fazia, teve muito poder
um irmão de criação também com ela estava, ele anotou isto aqui
Viu o Cavaleiro do Leste chegar, com seu kilt e sua esperteza ele conquistou muitas terras e roubos]
Mas, o peito dela ele não pode suportar, tiveram uma paixão que conseguiram manter no segredo,
beijo, corpo
mistério de compreender
Um dia, ela morria, ele partiu
caçou um Ceifeiro, monstro vivo-morto, poderoso demais
Lutou com ele e morreu, mas antes disto, conquistou as asas do ser
a Foice do inimigo e a Lança do guerreiro
Tornaram-se parte do corpo do Homem, e ele deu a vida à Mulher
a Bruxa dos sonhos tinha o cabelo ruivo agora, o outro era o Ceifeiro do Leste]
O casal se despediu do irmão, este, eu, fui para Oeste, para uma Ilha
os dois rumaram para o Norte e se declararam novos
Agentes do Caos
e assim, o São
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Carta da ponte de partida #Agentes do Caos
Esta chovendo e olho para meu relógio de pulso de cobre que comprei por £500 no Natal passado de presente para meu falecido pai. Na ponte Severn eu observo o movimento d'água: penso seriamente em me deixar ali... Acontece que nunca podemos realizar todos os nossos sonhos e isto me angustia: afinal, não somos nós os nossos próprios Deuses? Seremos tão incapazes a ponto de não podermos ter aquele que queremos amar ou a coisa que nos completara como seres humanos no período de um dia e amanhã, já será o outra? Bem, eu não sei e talvez nunca saberei, pois meu corpo desce com a Lei da Gravidade e meus pensamentos estão em total confusão aqui e ali, buscando um eixo de simetria que eu sei: Não Existe; total é nossa busca por um Padrão, uma Lei, que dê sentido, nos complete, que sempre buscamos nas irrealidades e fatos fantásticos aquilo que nunca poderemos cumprir em vida: mesmo com a mecânica quântica, as coisas continuarão, na maioria das vezes, a cair para baixo -mas, aí, você que é crente e/ou romântico como eu dirá:"-Mas, ainda há a possibilidade!"... Só por que posso abrir a porta e achar o ser que me complete ou ganhar na loteria depois de quinze anos jogando não quer dizer que eu não vou morrer solteiro, sozinho, e pobre e iludido como estou morrendo agora, não é? Fato é que ainda estou caindo aqui e ali você me vê com seus olhos questionadores de: "-Fraco, este homem é fraco"... Bem, fiz uma coisa que você, o Forte e o Intocável, talvez nunca tivesse coragem, ou melhor, nunca deu valor, pois, não se questionar a respeito -nunca em toda uma existência- é pior que tê-la deixado para trás e ter se entregado ao nada, sim, já que vivemos de memórias e em memórias, agora só existe sob o pensamento de alguém que passei alguns minutos, entre um amasso e um "oi" pela net... É certo que não encorajo ninguém a fazer tal ato, pois ele é desapegar-se ao bem mais útil que temos, mas digo que se questionar é sempre válido para que não se pense e se cumpra, o que acabo de realizar: me joguei e, talvez, tenha me arrependido um pouco, como tudo na vida: há vários caminhos, mas não há punição por escolher um ou outro e chorar um pouco depois de iniciada a caminhada... Quem punirá será nós mesmos, e ponto, logo, punir-se é uma escolha... Não me puni, só tentei me libertar. Talvez haja continuação, num caminho ou em vários.
Agora parto.
*
Carta de Ran D'Shotgun encontrada em 7 de janeiro de 1975; um livro de capa preta e seu carro azul também foram achados, mas nenhum corpo, durante muito tempo.
Agora parto.
*
Carta de Ran D'Shotgun encontrada em 7 de janeiro de 1975; um livro de capa preta e seu carro azul também foram achados, mas nenhum corpo, durante muito tempo.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Pacto para uma mente sugada #Agentes do Caos
"Você é tão fraco quanto os gemidos que faz e tão falso, quanto os corações que parte", vi isto, ou algo parecido, numa rede social um dia destes aí...
Não posso dizer que nos meus 32 anos eu nunca tenha sido provocador de gemidos, nem que não tenha partido o coração de ninguém. É certo que nas minhas mãos muitas vadias passaram e por muitas fui deixado... Porém, nunca liguei muito pra nada, eram vadias; pais ricos, nem me preocupei em tocar o matadouro da família, nem o vinhedo... "-Quero deixar minha marca no mundo!"
Pensei, antes de entrar naquela tumba antiga e me tornar o que sou hoje... Um Pacto
Sim, Pacto é o meu nome; entrei em um trem às 22horas do dia 4 de janeiro de 1911, em Marcele, capital de Gaules. Minha missão era derrubar um grupo de guardas e acabar com um tal de Menino Azul.
*
Pensei, pelo nome "Menino Azul", rápido na minha "doença", meu esporo contraído a dez anos... Imortalidade dum antigo rei beduíno, em troca, não sentia o toque humano, não sentia dor, quase não tinha medo de nada. Agora eu usava tal forma para os Agentes do Caos, se eu não morria , nenhum nome era a mim menos apropriado.
*
Balas me atravessam: Duas, três, quatro... Olha! Uma metralhadora tommy gun! Se eu sentisse, talvez isto fosse doer bastante!
Um tiro pra cada guarda, segui pelo trem até o último vagão
Sempre o último!
*
Se degradar sempre foi uma boa saída para mim, já foi um meio que utilizei e que sei que muitos usam, é mais fácil que o real. Somos hipócritas e eu sei disto, nunca pude admitir.
*
20:32, prédio Arlleté no outro lado de Marsele
-Olá garoto! -Disse-me o grande homem negro com um piercing de osso no nariz
-Claro! Meio atrasado, velho!
Sorriu e me deu um papel com a missão, assim como o revólver
-Vai morrer, sabe disto! -Disse ao ser que me treinou e que foi como um "pai", não, um "irmão", para mim
-Eu nunca posso morrer, garoto! Sou uma Lenda e isto não morre dentro de ti!
Me deu uma baforada com o cachimbo e saiu voando, virou um gato roxo listrado de preto, depois teve a forma dum tapete.
Entrei num túnel e ouvi os tiros de canhão arranhando o céu, luzes vermelhas se viam. Marsele era um ponto-chave da Ordem da Lâmina Azul, mesmo eu tive que "morrer" pra entrar na cidade
*
Olhei nos olhos do garoto. Sua pele não era azul, nem seus olhos ou qualquer parte do corpo que não fosse a externa: roupa azul bebê.
-Sabe, tenho uma missão
Mirei
*
Tive sempre uma queda mais por gatos que cães, mas tartarugas sempre me atraíram, talvez fosse seu misterioso corpo, ou a vida longa que tinham... Sei que para mim, nunca tive muita facilidade em relacionamentos, humanos
*
O casal de Agentes do Caos desceu do carro, pegaram cada um uma escopeta; seguiram pelo resto da rua até o prédio Arlleté, tinham um resgate para ser feito.
*
Virei-me, tinha feito meu trabalho com o garoto...
-Eu sei, também tenho -Ouvi a voz dum garoto de 10anos, cai no chão, sentia dores de cabeça e não conseguir raciocinar, o chão tremia, as paredes eram de geléia de morango!
*
Os dois membros da Ordem da Lâmina Azul vistoriavam os dados no computados a vapor... Tubos e canos invadiam o Agente do Caos em seu sistema nervoso: Pacto, a infância, o ataque que falhou... Tudo, mas eles queriam mais e estavam quase lá: onde e como acho você, um Agente do Caos?
Havia cerca de dez pessoas na grande sala, um possível traidor, um menino estranho, mas ainda faltavam os dois que vinham descendo a rua para a festa.
*
Sabe, nunca entendi os humanos... Sempre buscando
Algo, alguém, nunca nós
*
...Transmissão de dados interrompida
MUSIQUETA DA POSTAGEM
PôÉTia: Escolha um espaço
No mares daquele lago negro, com vespas enchendo o saco, a câmera na mão e o casal de amigos
Investigar o monstro
Nas águas negras do lago, a lua se completa, vieram a bicicleta, o amigo se encanta
A amiga cresceu
Corpo durinho, voz mansa, sai do amigo, a esperança
-Não!
Diz a outra pessoa
Sou Homem
Pensa o rapaz, ela se entrega, a contra gosto
Desgosto
Na alma da jovem Lívia, nunca mais será a mesma; perdeu muito mais que a pele-tal da inocência-
Perdeu Amigo
*
Sou um escritor, minha pena é minha espada e meu papel um canhão
Se o Leitor amigo desta história não gostar, quer algo que chama "Justiça", dou a ti duas coisas:
-Uma Pistola e a chance de tomar o lugar do rapaz
Tua escolha é secreta, pois eu fui com a bicicleta, tomar um pileque no bar
Nossos desejos secretos, mais dentro do dentro de nós mesmos
Você pode
Se acha que deve
Minha escolha, não, será tua ação:
......................................................................Completa a opção
Investigar o monstro
Nas águas negras do lago, a lua se completa, vieram a bicicleta, o amigo se encanta
A amiga cresceu
Corpo durinho, voz mansa, sai do amigo, a esperança
-Não!
Diz a outra pessoa
Sou Homem
Pensa o rapaz, ela se entrega, a contra gosto
Desgosto
Na alma da jovem Lívia, nunca mais será a mesma; perdeu muito mais que a pele-tal da inocência-
Perdeu Amigo
*
Sou um escritor, minha pena é minha espada e meu papel um canhão
Se o Leitor amigo desta história não gostar, quer algo que chama "Justiça", dou a ti duas coisas:
-Uma Pistola e a chance de tomar o lugar do rapaz
Tua escolha é secreta, pois eu fui com a bicicleta, tomar um pileque no bar
Nossos desejos secretos, mais dentro do dentro de nós mesmos
Você pode
Se acha que deve
Minha escolha, não, será tua ação:
......................................................................Completa a opção
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Poesia,
PôÉTia
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Na beira da Lagoa, Sangue e Loiras
"Lucy com diamantes nos olhos andava por aqueles montes de carnes, na felicidade de uma criança
dum amor virginal, duma mãe que descobre ser mãe"
talvez, você machismo meu, e eu, como visitante, deveria ter mais respeito, mas aquela menina delicada de franja e cabelo loiro, vestido branco e manchada de sangue me conquistou... Ou talvez, fosse só a emoção de estar a vinte metros do chão no estômago de um deus sapo gigante, que eu entrei sem querer -lenda de criança, se você desobedece a mãe na lua de Ano Novo, deverá sempre salgar a beira da cama com sal, senão o Sapo Kuru-Ruru vai engolir você pelo sonho e nunca mais voltará!
Escritor, 22 anos, cético, não estava ali a não ser em sonho... Porém, em nada lá eu me controlava;
vi a Lucy, cai em cima de fibras e carne e naquele caótico espaço em movimento de para o alto e para baixo -pois, o sapo pula, né?-; ela estava em um muro de ossos e nem me deu bola, me afundei em fluidos, mas um broco de dois metros me puxa
-Toma, toma! -Pus o comprimido na boca e, no terror da situação, derreti na boca e logo, estranhamente, tudo parou e voltou a seu lugar. Cabeça doendo, terno xadrez sujo, perguntei: ...
respondeu-me que era Messias, um antigo rabecão que cuidava de cadáveres ali e aqui, hoje, era preso "nesta cela sem grades", como costumava falar. Tinha uma arma, perguntei o por quê, fomos até a cidade e ele me explicou seus motivos; caos e ossos numa cidade estomacal, onde tudo funcionava dentro de tudo, tripas, fluido de carro era realmente fluido vivo, músculo como gangorras, prédios de objetos das partes humanas que eu -como quase formado em Geografia, não tinha mínima ideia-, me disse que sua arma o protegia dos ladrões de corpos...
-Ladrões de Corpos? -Meu espanto foi grande, tal atitude bárbara era estranha... Mas, a explicação dele era a alimentação
"alimentação!! Num corpo de carnes!" -pensei depois
Na verdade, o sapo Kuru-Ruru era um espírito estranho, suas carnes de Agente do Caos eram intragáveis e, as vezes, mortais... Só conhecia uma pessoa que podia comê-la
jovem loira de franja, branco e aparentando bobeira, a descrição do que vi era perfeita!
Fomos até a casa do padeiro Kurt, ele fazia pães de vermes como ninguém, disse-me Messias; lá eu me sentei na cadeira, depois de uma rápida conversa, comemos o pão
e estou aqui, amarrado nas correntes e com o baixinho do Kurt portando um cutelo, ao seu lado, Messias e um metralhadora giratória de mão, o grandalhão sentado no banco e o outro com uma cara de fome:
-Ladrões de Corpos! -Berrei, tinha descoberto o ovo de Colombo, ou a América!
senti a faca entrar na perna, desmaiava rápido... De repente, senti um vento, um não, dois, três, quatro
Inúmeros "ventos" por mim foram escutados até que me levantasse e visse Lucy, a pequena Lucy de meu amor platônico!, ela portava uma espada e a cabeça de Messias;
num, "-Olá!" ela me disse um tchau, deu um tapa e acordei, suado na cama da minha espelunca... Queria tê-la desejado aquela noite, a possuído, mas não, senti que devia contar a sua história, parecia recorrente o pensamento em minha mente que deveria repassar os acontecimentos daquela noite para que, algum herói, e não eu, salvasse aquelas pessoas com algum feitiço ou máquina cirúrgica gigante...
Mas, estou velho agora, trinta anos se passaram e meu câncer de fígado me consome, nada fiz e minhas memórias são o único registro da vida daquela gente. Não fui herói, fui humano e esqueci meus sonhos, mas, talvez, em cada copo de whisky que me levará para cova eu... Tomava um pouco de mim mesmo e revivia memórias que nunca me deixaram, pois minha perna nunca parou de doer, nenhuma ciência cartesiana pode me explicar; já que este e próprio problema dos homens e mulheres são seus sonhos e os meus estavam numa barriga gigante em algum brejo por aí, era loira, de franja e tinha um vestido branco...
mas, temos eles, e isto é o que temos, que tive
MUSIQUETA DA POSTAGEM
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dum amor virginal, duma mãe que descobre ser mãe"
talvez, você machismo meu, e eu, como visitante, deveria ter mais respeito, mas aquela menina delicada de franja e cabelo loiro, vestido branco e manchada de sangue me conquistou... Ou talvez, fosse só a emoção de estar a vinte metros do chão no estômago de um deus sapo gigante, que eu entrei sem querer -lenda de criança, se você desobedece a mãe na lua de Ano Novo, deverá sempre salgar a beira da cama com sal, senão o Sapo Kuru-Ruru vai engolir você pelo sonho e nunca mais voltará!
Escritor, 22 anos, cético, não estava ali a não ser em sonho... Porém, em nada lá eu me controlava;
vi a Lucy, cai em cima de fibras e carne e naquele caótico espaço em movimento de para o alto e para baixo -pois, o sapo pula, né?-; ela estava em um muro de ossos e nem me deu bola, me afundei em fluidos, mas um broco de dois metros me puxa
-Toma, toma! -Pus o comprimido na boca e, no terror da situação, derreti na boca e logo, estranhamente, tudo parou e voltou a seu lugar. Cabeça doendo, terno xadrez sujo, perguntei: ...
respondeu-me que era Messias, um antigo rabecão que cuidava de cadáveres ali e aqui, hoje, era preso "nesta cela sem grades", como costumava falar. Tinha uma arma, perguntei o por quê, fomos até a cidade e ele me explicou seus motivos; caos e ossos numa cidade estomacal, onde tudo funcionava dentro de tudo, tripas, fluido de carro era realmente fluido vivo, músculo como gangorras, prédios de objetos das partes humanas que eu -como quase formado em Geografia, não tinha mínima ideia-, me disse que sua arma o protegia dos ladrões de corpos...
-Ladrões de Corpos? -Meu espanto foi grande, tal atitude bárbara era estranha... Mas, a explicação dele era a alimentação
"alimentação!! Num corpo de carnes!" -pensei depois
Na verdade, o sapo Kuru-Ruru era um espírito estranho, suas carnes de Agente do Caos eram intragáveis e, as vezes, mortais... Só conhecia uma pessoa que podia comê-la
jovem loira de franja, branco e aparentando bobeira, a descrição do que vi era perfeita!
Fomos até a casa do padeiro Kurt, ele fazia pães de vermes como ninguém, disse-me Messias; lá eu me sentei na cadeira, depois de uma rápida conversa, comemos o pão
e estou aqui, amarrado nas correntes e com o baixinho do Kurt portando um cutelo, ao seu lado, Messias e um metralhadora giratória de mão, o grandalhão sentado no banco e o outro com uma cara de fome:
-Ladrões de Corpos! -Berrei, tinha descoberto o ovo de Colombo, ou a América!
senti a faca entrar na perna, desmaiava rápido... De repente, senti um vento, um não, dois, três, quatro
Inúmeros "ventos" por mim foram escutados até que me levantasse e visse Lucy, a pequena Lucy de meu amor platônico!, ela portava uma espada e a cabeça de Messias;
num, "-Olá!" ela me disse um tchau, deu um tapa e acordei, suado na cama da minha espelunca... Queria tê-la desejado aquela noite, a possuído, mas não, senti que devia contar a sua história, parecia recorrente o pensamento em minha mente que deveria repassar os acontecimentos daquela noite para que, algum herói, e não eu, salvasse aquelas pessoas com algum feitiço ou máquina cirúrgica gigante...
Mas, estou velho agora, trinta anos se passaram e meu câncer de fígado me consome, nada fiz e minhas memórias são o único registro da vida daquela gente. Não fui herói, fui humano e esqueci meus sonhos, mas, talvez, em cada copo de whisky que me levará para cova eu... Tomava um pouco de mim mesmo e revivia memórias que nunca me deixaram, pois minha perna nunca parou de doer, nenhuma ciência cartesiana pode me explicar; já que este e próprio problema dos homens e mulheres são seus sonhos e os meus estavam numa barriga gigante em algum brejo por aí, era loira, de franja e tinha um vestido branco...
mas, temos eles, e isto é o que temos, que tive
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